Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 09/05/2021
O direito à saúde é uma condição garantida para todos os brasileiros, segundo a Constituição Federal do Brasil. Este artigo busca fazer com que as políticas hospitalares sejam mais comuns e acessíveis aos cidadãos, no entanto, torna-se inútil quando o próprio indivíduo não busca o atendimento médico para suas doenças físicas e mentais. Essa, infelizmente, é uma realidade no meio dos homens brasileiros e precisa ser extinta, contudo, há várias complicações e desafios a serem superados antes, tais como o machismo e o preconceito masculino contra as doenças mentais que estão enraizados na sociedade.
A princípio, o machismo é algo estabelecido na nossa sociedade há milênios, desde a Pré-História, quando o ser humano “migrou” para o sedentarismo, e o homem se proclamou menos frágil do que a mulher. Isto, com o passar do tempo se tornou parte da sociedade, e até hoje tal cultura se mostra aparente quando indivíduos do sexo masculino ignoram o próprio bem estar, no receio de, ao se mostrar de forma vulnerável, ter sua masculinidade “machucada”. Em alguns casos, o medo de ser comparado ao gênero feminino é tão grande que leva vários homens à morte, a prova disso é o grande número de obítos por negligência para com o temido exame de próstata, teste esse que diagnostica o câncer de próstata, uma das enfermidade mais fatais no meio.
Ademais, a relação conturbada entre alguns homens e o preconceito contra as doenças mentais também se baseiam um pouco no machismo, pois muitos tem a consciencia errônea de que pedir ajuda fará eles serem julgados pela sociedade mais do que um mulher seria. Um levantamento feito pela Organização Mundial de Saúde informou que a maioria do número de suicídios do ano de 2016, no Brasil, foram do sexo masculino. Isso revela que a depressão tem “pesos” diferente entre os gênero, pois enquanto o grupo feminino tende a a buscar auxílio médico, a parte dos meninos tende a guardar os problemas para si até desencadear complicações piores, como a própria autodestruição.
Logo, concluí-se que os desafios para a conscientização masculina quanto à saúde são baseadas em preconceitos e causam grandes problemas nos âmbitos sociais. Por isso, contra tais problemas, é necessário uma intervenção social que busque conscientizar os indivíduos sobre como a busca por cuidados médicos é universal e não pode ser negligenciada por ideias machistas e arcaicas. Isso seria possível por meio de um projeto chamado “Meninos + Saudáveis”, que seria realizado pelo Estado brasileiro e contaria com diversas propagandas educativas. Estas teriam participação de médicos e relatos de homens adeptos a consultas mensais que ressaltariam a importância de cuidar de si mesmo. Assim, o conhecimento seriam mais difundido e o número de óbitos masculinos diminuiriam.