Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 10/05/2021

Na realidade vivenciada no Brasil, a sociedade masculina negligencia os cuidados quanto à saúde. Nesse sentido, existem desafios para a conscientização social quanto a esse problema. Isso é reforçado pelo urologista Thiago Castro, afirmando que devido ao isolamento causado pela pandemia, homens estão deixando de fazer exames de prevenção, proporcionando em fases mais avançadas de doenças letais como o câncer de próstata. Sendo assim, o preconceito e medo atrelado às visitas de rotina aos médicos da área e a falta de consciência por parte das pessoas em relação à gravidade das doenças, são fatores que devem ser corrigidos nesse âmbito.

Em primeira análise, a parte da sociedade masculina atribui uma ideia errada sobre os urologistas, negligenciando o quesito saúde e focando no lado considerado como “invasivo”, com isso, surge uma estigmatização na população, gerando um ciclo de medo, reforçado a cada geração. Esse sentido se relaciona com a frase do filósofo alemão Arthur Schopenhauer, “O maior erro que um homem pode cometer é sacrificar a sua saúde a qualquer outra vantagem.”, essa “vantagem” seria manter a masculinidade intacta, já que muitos acreditam que ela seria afetada durante o exame. Com isso, a conscientização é notoriamente necessária no Brasil.

Em segunda análise, se encontram muitos homens desinformados quanto às doenças masculinas, cujo qual, não compreendem a gravidade dos riscos que estão correndo. Nesse sentido, assim como dizia Aristóteles, “A dúvida é o princípio da sabedoria.”, pois a pessoa nessa situação deve buscar a informação, e um dos meios é o próprio médico. Entretanto, esse é um modelo atípico na sociedade brasileira, já que muitos cidadãos não buscam se informar, prejudicando a si mesmos. Através disso, deve-se impor um alerta social para os cuidados que devem praticados em prol da saúde masculina, ultrapassando os desafios para a conscientização.

Em síntese, para que os desafios para a conscientização quanto à saúde masculina sejam superados, é necessário que o estado interfira corretamente. Com isso, o Governo Federal, junto com o Ministério da Saúde, deve elaborar palestras em praças públicas por todo o Brasil, buscando explicar os motivos para não se ter nenhum medo nem preconceito, mostrar os riscos e sintomas das doenças relacionadas aos homens e esclarecer a grande importância dos cuidados rotineiros. Sendo assim, se estruturaria uma sociedade onde os problemas sociais não se prevalecem em relação ao bem-estar do corpo, isso tudo sem agredir a “masculinidade” da população masculina.