Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 10/05/2021
Os direitos fundamentais do ser humano garantem para todos o acesso à saúde, sendo confirmado no Brasil por meio da Constituição Federal de 1988. Apesar do direito ser uma garantia de todos, uma parcela da população, especificamente o grupo do gênero masculino, apresenta preconceitos na busca da saúde. Com vistas a incentivar a quebra de estigmas, anualmente o governo promover a campanha de novembro azul, com o objetivo de incentivar uma parcela masculina à busca de prevenção de doenças, e mais especificamente, o câncer. O problema está realmente em superar os preconceitos, e principalmente, em tempos modernos de COVID-19, decidir se expor ou não à busca da saúde.
Em primeiro ponto deve ser observado que o negligenciamento da saúde masculina não é o tema novo. Desde os primordios da civilização uma expectativa do homem como figura de força, tanto é verdade que até os tempos atuais a figura dos guerreiros de Esparta são lembrados por este perfil. Todavia, esse referêncial de força se contrapõe ao próprio fato da doença, momento de fraqueza do corpo. Assim, homens em seu modelo de referência insistema em não expor esta “fraqueza”, diminuíndo suas necessidades hospitalares, e vivendo até “seu máximo” sem a busca médica.
Ocorre que a situação se agrava ainda mais nos tempos atuais, pois em razão da necessidade de isolamento social, devido a pandêmia do COVID-19, pois as pessoas sentem-se mais assustadas para sair de casa e fazer os exames preventivos, inclusive é o que pensa o urologista Thiago Castro, do Hospital Anchieta de Brasília, com isto, existe o maior risco da descoberta da doença em estágio mais avançado. É uma situação complexa de análise de benefícios e maleficios do isolamento total.
Se verifica portando que a saúde masculina, que já era um tema sensível, passa a necessitar ainda mais de atenção. A campanha do novembro azul e o enfrentamento aos estigmas da busca da saúde masculina deve ser revisto, pois hoje apenas um mês não basta para combater este cenário. O Ministério da Saúde requer por meio das mídias sociais e hospitais promover pelo menos 4 vezes por ano campanhas identicas ao novembro azul, convidado os homens a buscar exames preventivos e promover debates dentro de salas com psicólogos e psiquiatras para enfrentar estas questões da melhor maneira, além disso, devem chamar homens que enfrentaram o câncer para participar das campanhas como exemplos de superação e necessidade da busca pela saúde, gerando assim uma mudança de conciência. Além disso, observando a situação atual, é necessário que todos os Hospitais criem planos de incentivo a realização dos exames, apresentando projetos de isolamento de pessoas com COVID-19, das saúdaveis, gerando assim mais segurança para a realização dos exames. Assim, a sociedade poderá se aproximar mais da efetivação dos direitos fundamentais de todos.