Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 11/05/2021
Hodiernamente, o câncer de próstata é um dos que mais atingem a população masculina brasileira, com ênfase em idosos. Consequentemente, provindo uma taxa de morte relativamente alta em relação aos seus diagnósticos. Tal decorrência se dá pela falta de prevenção, acarretada principalmente pelos pensamentos machistas enraízados na sociedade em relação à conscientização social aos cuidados à saúde masculina e ao aumento significativo de casos e da falta de tratamento no cenário pandêmico atual.
No Brasil, há cerca de 15 mil mortes por ano devido ao câncer próstatico, onde grande parte dos casos não foram diagnosticados e/ou sequer tratados, ao falar de uma doença extremamente séria e perigosa que não possui a visibilidade adequada. Tal fato tem ligação direta com a chamada ‘‘masculinidade frágil’’, no qual, um homem que se preocupa com sua saúde e estética tem sua virilidade duvidada pela sociedade devido ao machismo estrutural. Visto que há uma certa ignorância social, onde homens pensam que teriam sua orientação sexual ‘‘posta em jogo’’ durante a realização do exame por toque retal. E, a maioria não se interessa em buscar se informar por outras vias de como executar seu diagnóstico ou prevenção, uma vez que existem outros meios para sua realização, por exemplo, em ultrassonografias, biópsias, ressonâncias magnéticas.
Nessa perspectiva, é visível a influência da pandemia de Covid-19 no tratamento aos pacientes portadores de câncer de próstata. Com a lotação de hospitais públicos e privados e as transformações destes centros de combate ao coronavírus, houve uma nítida diminuição em consultas à urologistas regularmente, o que ocasionou dificuldades no tratamento preventivo e repressivo à doença. E, consequentemente, alastrou o número de mortes, de diagnósticos em casos medicamente avançados e até mesmo a rejeição ao tratamento por medo de internações devido à cirurgia e do percentual de vulnerabilidade da contaminação durante esse período, pelo vírus.
Portanto, para que haja o incentivo a realização de exames preventivos masculinos, é necessário haver uma quebra de tabu e o encorajamento à práticas de prevenção, com o auxílio do governo de cada estado. A concretizção de campanhas e banners pelas ruas alertando a importância da precaução e gravidade da doença, palestras realizadas em hospitais, canais televisionados, clínicas especializadas. Todavia, em relação à tratamentos hospitalares, é necessário um maior investimento financeiro na área da saúde pública, destinados a proporcionar melhores condições estruturais e capacitamentais de tratamentos aos hopitais do Sistema Único de Saúde (SUS), visando proporcionar um melhor atendimento aos pacientes, suprindo todas as necessidades e dispondo de orientações.
pacientes. e estimular visitas regulares aos profissionais da área.