Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 10/05/2021
É notório o aumento na recorrência de casos e consequentemente óbitos por câncer, em especial o de próstata, devido à falta de acompanhamento médico regular e contínuo, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer(Inca) morrem cerca de 43 homens por dia vítimas do carcinoma na próstata, gerando aproximadamente 16 mil óbitos/ano que seriam evitados com o tratamento precoce. Pode-se analisar que o tratamento precoce não ocorre principalmente por tabus, preconceitos.
É notório o enorme preconceito associado ao exame o que em uma visão popular, com masculinidade frágil, o exame tornaria o homem que realizasse o mesmo se tornaria “menos homem”, tal fato comprovado por uma pesquisa feita pela Sociedade Brasileira de Urologia cerca de 77% dos homens não realizam o exame do toque, exame determinante no diagnóstico do câncer, por preconceito ou medo de perder à sua masculinidade. Em vista esse problema vem de uma estruturação de preconceitos já incutida na sociedade brasileira.
Outrossim essa falta de interesse em realizar os exames pelos motivos supracitados, diminuem a expectativa de vida masculina. Sendo diagnosticados mais de 65 mil casos anuais onde devido à não prevenção ou até mesmo ao descobrimento pós sintomas ou metástase aproximadamente 1/4 dos enfermos morreram assim se tornando o segundo tipo de câncer que mais mata homens pelo Brasil. Ou seja o “menosprezo” da saúde masculina de modo geral, mais evidenciada pelo câncer de próstata gera estigmas que podem levar os mesmos até a morte.
Em suma, para melhorar tal situação seria necessário que o governo, por meio do MEC, começasse a educar por baixo, ou seja ensinando nas escolas a importância de se fazer o exame do toque quando chegar na idade correta, assim quebrando alguns paradigmas. além de ampliar as campanhas de conscientização social, como o novembro azul, sobre a saúde masculina muitas vezes deixadas de lado pois os homens geralmente se tratam como “super heróis” que não adoecem.