Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 10/05/2021

A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6° o direito à saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Não obstante, quando se fala em câncer de próstata, sobretudo durante o mês Novembro Azul, percebe-se a falta de conscientização pela população acerca do assuto, dificultando desse modo, a universalização de um direito tão importante: a saúde. Sendo assim, faz-se imperiosa a análise dos desafios que impedem a solução desse problema.

Em primeira análise, vale ressaltar que a partir da pandemia do COVID-19, a qual teve início em março de 2020, os homens em geral se tornaram mais displicentes em relação aos exames de diagnóstico de câncer de próstata. Isso pois, aumentou-se a dificuldade de sair de casa e o risco de se infectarem com o Coronavírus por estarem em hospitais, fato esse comprovado por reportagem do site “Correio Braziliense”. Nesse sentido, torna-se evidente não só a estagnação, mas a piora de um quadro que coloca em risco a saúde de milhões de homens brasileiros.

Ademais, vale lembrar que de acordo com o Instituto Nacional do Câncer, o diagnóstico precoce é essencial para o tratamento da doença, visto que o tumor maligno se multiplica ainda mais com o tempo, agravando o estágio do câncer, mesmo que o indivíduo ainda esteja assintomático. Desse modo, faz-se necessário que o governo brasileiro faça as devidas medidas de conscientização, a fim de instruir e alertar a população masculina do risco do câncer de próstata. Porém, isso não é visto no governo vigente, o que precisa ser mudado urgentemente.

Conclui-se então, que diante dos fatos supracitados, esse contexto precisa ser modificado. Sendo assim, cabe ao governo brasileiro, juntamente com o Ministério da Saúde, promoverem conscientizações e uma política pública, os quais facilitem os exames de diagnóstico para os homens. Assim, os mesmos devem ser disponibilizados gratuitamente na própria residência do paciente, a fim de diminuir os desafios enfrentados pela sociedade acerca do tema, e tornando-a mais justa e igualitária.