Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 10/05/2021
As campanhas de concientização para a saúde masculina foram ampliadas com a criação da entidade australiana “Movember” em 2003, que tinha como objetivo alertar sobre os perigos do câncer de próstata. Infelizmente, essa meta encontra barreiras que dificultam sua expansão ainda nos dias atuais, como as raízes ideológicas dos homens e a falta de importância dada ao problema pelo Estado.
No contexto da sociedade contemporânea, é notório o quanto as dificuldades para educar os homens em relação a sua saúde se encontram atreladas à cultura passada por gerações de que buscar ajuda é uma demonstração de fragilidade. Tal afirmação é elucidada pelo livro “João de Ferro”, que denuncia os pensamentos egoísta que cercam os homens, entre eles o de superioridade de seu gênero. Essa forma de pensar pode ser fatal, pois resulta em pessoas que não cuidam de sua saúde por acreditarem erroneamente que isso é uma forma de fraqueza, por causa disso, essa ideia arcaica se mostra um entrave para a prevenção de doenças masculina.
Outrossim, também é importante ressaltar que os desafios para a concientização dos homens em relação a sua saúde está ligada à falta de movimentação por parte das autoridades governamentais. De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia, cerca de 20% dos casos de câncer de próstata são diagnosticados em estágios avançados, com baixa ou nenhuma chance de cura. Esses dados confirmam que as atuais medidas do governo não são suficientes para garantir que todos façam o exame precoce da doença, e que a falta de informação leva à descoberta tardia do problema, levando ao agravamento dos casos. Por outro lado, uma sociedade mais instruída pode lidar melhor com esse tipo de questão, procurando por profissionais e se tratando preventivamente de doenças.
Diante dos fatores apresentados, torna-se claro que há desafios a serem superados para melhorar a concientização social quanto a saúde masculina, por isso, medidas que melhorem a realidade atual mostram-se necessárias. Por isso, cabe à escola, quanto instituição formadora de cidadãos, que combata a cultura machista que é perpetuada na sociedade por meio de aulas e oficinas sobre o assunto, também é valida a promoção de leituras sobre o tema para debate em ambiente escola, consequentemente, as novas gerações se formarão sem os preconceitos das atuais. Além disso, é necessário que o Governo Federal, como entidade responsável por tudo que cerca a saúde pública, reforce as campanhas de prevenção à doenças que afetam os homens, como a “Novembro Azul”, que alerta os perigos do câncer de próstata e encoraja o exame preventivo, ações como essa podem ser melhoradas com mais verba e visibilidade. Dessa forma, a população masculina estará mais instruída e preparada para lidar com as efermidades com todas as ferramentas disponíveis.