Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 11/05/2021
Segundo o site “an.govs.br”, em média, aproximadamente 40 homens morrem em decorrência do câncer de próstata por dia no Brasil.Nesse contexto, percebe-se que a saúde masculina é algo ainda negligenciado pela população brasileira, haja vista a grande ocorrência de casos que ainda assolam o país principalmente o sexo masculino.Dessa forma, a ideologia enraízada na sociedade de que homem é visto como “Forte e Vigoroso” e a falta de procura quanto ao atendimento médico por parte deles tornam-se empecilhos para alterar a atual situação.
Primeiramente, sabe-se que, o homem, desde os primórdios da criação da Terra, é um simbolo de força e resistência. No Período Paleolítico por exemplo, ele era responsável pela caça,pesca e a segurança da comunidade. Todavia, essa mentalidade ,que ainda perdura atualmente, também pode afetar de maneira negativa na sua saúde, uma vez que o sexo masculino é percebido pela sociedade como algo “poderoso e indestrutível’, a internalização de pensamentos que desconsideram o tratamento, cuidado e qualquer sinal de “fraqueza” afetam de modo direto o bem-estar do homem e dificultam quaisquer tentativas de ajuda.Sob essa ótica, é preciso que a família e as redes de ensino os guiem e evitem que esses problemas antes que se tornem mais graves.
Destaca-se, em segundo lugar, que a escassa demanda de pacientes do sexo masculino para com cuidados medicinais impede a ajuda de amigos,familiares,médicos e deles próprios. Segundo um estudo da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), menos de 70% dos pacientes masculinos vão ao médico em comparação com 78% das mulheres. Acerca dessa lógica, nota-se um abandono da saúde por parte dos homens ,visto que o autocuidado reforça a ideia de “fragilidade” a qual é amplamente evitada pois associa o homem à fraqueza, que é altamente rejeitado pela sociedade devido ao pensamento machista da mulher como símbolo de vulnerabilidade e o homem, força. Logo, urge uma reversão desse cenário partindo tanto da educação familiar quanto do acompanhamento médico a fim de evitar mais prejuízos.
Portanto, em virtude da politização do homem para com os cuidados médicos ainda ser uma adversidade no país. o Ministério da Educação, aliado ao Ministério da Saúde, deve efetivar o ensino, nas escolas públicas e particulares, sobre masculinidade e como ela afeta as pessoas ao redor, mediante aulas extracurriculares e dinâmicas, além de oferecer sessões de terapia gratuita em empresas e locais de trabalho ,com profissionais especializados, sobre ideologias machistas a fim de alterar o atual contexto do Brasil e visar a melhora na qualidade de vida da população masculina brasileira.