Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 11/05/2021

O Novembro Azul é uma mobilização que visa à conscienteização da população brasileira em relação aos cuidados com o bem-estar do homem. Essa iniciativa impera em uma tentativa que solucionar a problemática da negligência da população masculino frente a esses cuidados. Entretanto, mesmo com o movimento, essa conscientização encontra obtáculos, como: a vigência de uma cultura machista e a presença de estigmas associados, principalmente,  à saúde sexual e reprodutiva do homem.

Em primeira análise é lícito afirmar que a presença de um iderário machista, o qual determina a conduta e a posição do homem e da mulher na sociedade, releva-se como o grande vilão desse enredo. Haja vista que ao idealizar um homem viril, saudável, livre, capaz de fazer tudo que desejar, cria no imaginário popular que  “homem que é homem não adoce”, ou seja, os homens são criados para serem resistentes e fortes a qualquer adversidade, os cuidados, por sua vez, tornam-se prescindéveis diante desse comportamento. No entanto, dados estatísticos divulgados pelo Ministério da Saúde revelam a humanidade e a fragilidade masculina frente as doenças, por exemplo, já que segundo eles “os  homem vivem 7 anos a menos que a populção feminina”. Sendo assim, pode-se afimar que o homem se faz negliente diante dos cuidados a saúde em decorrência de uma cosciência machista ainda imperativa no país.

Sob outro viés, é coerente afimar que os estigmas associados à saúde reprodutiva e sexual também são desafios para a percepção social positiva sobre os cuidados com a saúde masculina. Um pesquisa do Datafolha revela que 21% da população masculina acima de 40 anos não faz o exame do toque retal, essencial no diagnóstico de câncer, por não considerar ‘‘coisa de homem", ou seja o preconceito e a desinformação mostram-se mais evidentes do que o próprio zelo pela vida. Nessa perspectiva, é possível se observar que no que se trata da saúde reprodutiva a resistência aos cuidados revela-se ainda mais significativa, uma vez que em decorrência da falta de educação sexual e do machismo o câncer de próstata é a segunda maior causa de mortes entre os homens, muitas vezes porque não ter havido um cuidado preventivo, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde.

Percebe-se, portanto, que o combate aos desafios para a conscientização social sobre a saúde masculina exige soluções imediatas. Assim torna-se imperativa a ação do Ministério da Saúde na formação de uma população mais ciente do  valor do cuiado com o bem-estar masculino,  por meio  de  campanhas e mobilizações educacionais, como o Novembro Azul, que aumentarão o entendimento de toda a população sobre a temática, permitindo que o homem tenha uma melhor qualidade de vida livre das amarras do machismo e do preconceito.