Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 11/05/2021
O “Novembro Azul’, uma iniciativa do Instituto Lado a Lado pela Vida e da Sociedade Brasileira de Urologia, tem o objetivo de conscientizar a população masculina sobre a importância de exames preventivos no combate a problemas de saúde que atingem os homens. No entanto, mesmo a campanha acontecendo a mais de quatro ano seguidos, convencer os homens a cuidar da saúde e vencer o preconceito estalado na sociedade em relação a saúde masculina ainda é um desafio.
Em primeira análise, é importante salientar que, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde, o descuido com a saúde é maior entre os homens. Diferentemente da mulher que costuma ter seu médico desde cedo, o homem procura ajuda de um profissional de saúde somente quando precisa, quando tem algum sintoma. Estima-se que a cada três mortes no Brasil, duas sejam de pessoas do sexo masculino e em média, os homens vivem sete anos a menos que as mulheres. Isso mostra o quanto os homens são desatentos quanto a saúde e é um desafio tentar convence-los a mudar de hábito.
Em segundo plano, encontra-se o preconceito enfrentado por homens quado o assunto é o exame indicado para a descoberta precoce de câncer de próstata. Uma pesquisa feita pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia de São Paulo mostra que 49% dos homens nunca fizeram o exame de toque retal, indicado para a descoberta precoce de câncer de próstata. Esse tipo de câncer é tratado com muito preconceito em razão da realização do exame clínico (toque retal). Muitos homens preferem não procurar o urologista, fazendo com que o diagnóstico seja realizado tardiamente e talvez não seja mais um quadro reversível.
Evidencia-se, portanto, que medidas precisam ser tomadas a fim de mitigar os “desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina”. É nescessário que o Ministério da Saúde, juntamente com a mídia, alerte os homens sobre a importância de cuidar da saúde e os incentivem a ter esse habitos para que assim possam viver a mesma média de tempo que as mulheres. Necessário também quebrar o tabu do preconceito existente na sociedade em relação ao exame do toque renal já que eles contribuem para uma vida mais longa e com mais qualidade.