Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 10/05/2021
A campanha Novembro Azul iniciou no Brasil no ano de 2008, a ação surgiu com o objetivo de quebrar o preconceito do homem de ir ao médico e, quando necessário, fazer o exame de toque. Embora essa mobilização tenha mais de 10 anos, ainda hoje existem muitos de desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina. Os principais obstáculos são: raízes culturais de negligência masculina e falta de informação oferecida pelo governo à população.
A princípio, cabe inferir que os cuidados com a saúde são geralmente mais presentes na vida das mulheres por questões culturais, os homens evitam ir ao médico, uns têm preconceito, outros são otimistas em relação à própria saúde e alguns têm medo de descobrir alguma doença grave. Esses fatores explicam dados de uma pesquisa divulgada pelo site de notícias G1, os quais apontam que os homens estão vivendo cerca de sete anos a menos do que as mulheres. Tal realidade é preocupante, visto que, por motivos simples e evitáveis a expectativa de vida masculina acaba sendo reduzida, e, a raiz cultural de descuido acaba sendo perpetuada a cada geração e arriscando a saúde de muitos outros rapazes.
Além da negligência estrutural, outro desafio encontrado para a conscientização da saúde masculina é a falta de informação promovida pelos órgãos governamentais. A postura estatal frente a esse problema não pode ser aceita, porque é inegável que a não-informação popular contribui para a persistência da falta de busca por profissionais da saúde e pela escassez de notoriedade dada à saúde masculina, geralmente esquecida e pouco discutida. Prova disso são os dados divulgados pelo Portal de Notícias Uol, os quais afirmam que 55% dos homens acima de 40 anos deixaram de ir ao médico e 20% do total de pacientes são diagnosticados com câncer de próstata em estágios avançados, momento em que já não há mais chances de cura. Dessa forma, é evidente que a falta de informação faz com que os homens não tenham noção do perigo e, portanto, não se cuidem de forma preventiva.
Fica claro, portanto, que raízes culturais e falta de informação são os principais desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina. Logo, é necessário que o Ministério da Saúde, juntamente com a mídia devem criar um projeto de incentivo ao cuidado da saúde masculina, por meio de campanhas de televisão, anúncios na internet e aplicativos que instruíssem sobre os procedimentos que devem ser tomados para o cuidado do corpo, alertassem sobre os perigos do descuido com a saúde e os benefícios de estar sendo acompanhado por um profissional da área médica. Todos esses pilares com o objetivo de atenuar as raízes culturais negativas e preconceituosas quanto à saúde masculina e fazendo com que os homens estejam conscientes da necessidade de se cuidar.