Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 10/05/2021
Na série “Eu, a patroa e as crianças”, há um momento em que o personagem principal precisa submeter-se ao exame de próstata, e os familiares fazem piada com a situação. Fora da ficção, há, também, na sociedade um julgamento relacionado à busca pela saúde masculina. Por isso, na tentativa de meios para se promover a consciência social quanto à qualidade do bem-estar físico dos homens, deve-se entender e aniquilar preconceitos históricos, além de buscar informar e atender com facilidade os interessados em evitar e tratar doenças.
A priori, segundo o filósofo Jean Jacques Rousseau, o homem é fruto do ambiente em que vive. Diante da lógica do estudioso, comportamentos e preconceitos tendem a se perpetuar e se prolongar em uma sociedade que não reflete sobre. Exemplo disso são o machismo e a homofobia incrustrados no cotidiano do brasileiro. Diante de tal problema, fica difícil debater assuntos como cuidar do corpo e prevenir doenças, tal qual o câncer de próstata, devido ao meio utilizado no exame. Nessa lógica, a fim de mudar o meio abordado por Rousseau, as crianças, meninos e meninas, devem ser ensinados desde cedo, nas escolas, sobre não separar comportamentos através de gêneros.
A posteriori, de acordo com o artigo 196 da consituição de 1988, “a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de enfermidades”. Diante disso, o governo vigente deve fornecer informações acerca de doenças estereotipadas pelo sexo masculino no país. Além disso, é necessária a melhoria nos postos médicos e hospitais de cidades periféricas. Esses aspectos podem ser sanados com a parceria dos Ministérios da Saúde e das Comunicações.
Portanto, ao entender os desafios para a conscientização quanto à saúde masculina, cabe às instituições de ensino desmistificar questões de gênero desde o início da infância, por meio de palestras e apresentações elucidativas que mostrem a equidade relativa aos sexos, para que tabus e preconceitos tenham fim. Além disso, cabe aos Ministérios da Saúde e das Comunicações, respectivamente, fornecer condições de trabalho adequadas e informações à população leiga em geral, por intermédio de pesados investimentos financeiros advindos do Governo Federal, a fim que bem-estar masculino seja possível e compreensível num país tão desigual como o Brasil.