Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 10/05/2021

Segundo o filósofo francês Sartre, o homem está condenado a ser livre e, em consequência disso, a realizar escolhas constantemente, sendo responsável por essas. No entanto, apesar da liberdade e das responsabilidades inerentes ao ser humano, percebe-se a irresponsabilidade do indivíduo no que concerne aos desafios para conscientização social quanto à saúde masculina, uma vez que ainda persiste, no Brasil, um estigma, intrínseco culturalmente, no que se refere aos tratamentos médicos para homens. Diante dessa perspectiva, percebe-se a consolidação de um grave problema, em virtude das questões socioculturais e da lacuna de conhecimento populacional.

Sob esse viés, pode-se apontar como empecilho à constituição de uma solução as questões socioculturais, haja vista que grande parte da população masculina, em razão do preconceito enraizado culturalmente nos costumes nacionais, nega-se a realizar os devidos procedimentos de saúde, devido a crença de que a possível  realização desses exames médicos poderia denegrir a masculinidade desses, o que culmina, por vezes, por danificar permanentemente a integridade física desses indivíduos. Por essa óptica, o filósofo Durkheim defende que o fato social designa a maneira coletiva de pensar. Nesse sentido, é possível perceber que a questão dos desafios para conscientização social quanto à saúde masculina é fortemente influenciada pelo pensamento coletivo, uma vez que, se as pessoas crescem inseridas em um contexto social preconceituoso, a tendência é a adoção desse comportamento, o que torna o processo de conscientização social quanto à saúde do homem ainda mais complexo.

Outrossim, a lacuna de conhecimento ainda é um grande impasse para a resolução da problemática, tendo em vista que devido a falta de ciência acerca dos possíveis malefícios que algumas enfermidades podem gerar, parte da população masculina finda por negligenciar os cuidados médicos. Nesse contexto, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não têm acesso à informação séria sobre as questões relativas à saúde masculina, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação dos desafios para conscientização social quanto ao bem-estar físico do homem.

Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. Logo, torna-se mister que o Governo Federal, em associação ao Ministério da Saúde, realizem campanhas, nas grandes mídias sociais, informando acerca dos possíveis riscos a que população masculina se expõe ao não realizar exames médicos, a fim de pôr fim aos preconceitos intrínsecos culturalmente na sociedade e de possibilitar a conscientização da população a respeito da importância da saúde do homem.