Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 10/05/2021
A Constituição de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê, no seu artigo 6°, o direito a saúde como inerente a todo cidadão brasileiro, porém, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na pratica quando o assunto é exame de prostata. Os desafios para a concientização da saúde masculina, que tem como campanha Novembro Azul, sofre tanto pela questão do preconceito social ao exame toque retal, quanto por um fator que agravou a falta de assiduidade dos homens ao médico, que foi a pandemida do corona vírus.
Em uma primeira análise, faz-se necessário observar a falta de medidas governamentais para por fim no preconceito ao exame toque retal, popularmente conhecido como “toque”, que é tão importante para diagnóstico do câncer de próstata. Desse modo, com falta dessas medidas diminui a frequência na presença de homens em consultórios de urologia para o exame. Uma pesquisa realizada pelo Centro de Referência em Saúde do Homem, apontou que 20% dos pacientes não permitem que o médico urologista realize o “toque”, justamente pelo preconceito advindo da sociedade, o que infelizmente é uma “barreira” que ainda deve ser rompida. Segundo filosofo inglês John Locke, quando o estado não cumpre seu papel com o cidadão, ocorre uma quebra no “contrato social”, sendo assim o Governo não cumprindo com seu papel de auxiliar o cidadão a ter direito a sua saúde, está quebrando o contrato social tal qual dito pelo filosofo.
Ademais, é imperioso ressaltar que a pandemia do corona vírus dificultou a realização de exames, já que a população, por medo de se contaminar com o vírus, evitou a ida ao medico. Essa diminuição de assiduidade foi um agravante para a urologia, visto que o exame toque retal já não é muito aderido pelos homens. Em uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Urologia verifivou-se que mais de 50% dos homens deixaram de ir ao médico especialista em próstata em 2020 por conta da pandemia. Dessa forma, as campanhas de novembro azul não obtiveram o sucesso esperado, com pouca aderência ao exame.
Por fim, é necessário que o governo tome medidas como a realização de campanhas em redes sociais e TV com a concientização da importância de realizar o “toque”. Nelas, urologistas falariam sobre a doença e medidas preventivas. O governo deve também forner palestras com espiacialistas da área e promover a realização do exame acessíveis a população, construindo pequenas clinicas urologicas em ônibus, com isso aumentaria a assiduidade do homem, mesmo durante a pandemia do corona vírus, para realização do exame, visto que as clinicas improvisadas em ônibus rodariam por bairros, estando assim mais próxima da população, e diminuindo o deslocamento de quem precisa realizar o exame toque retal.