Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 11/05/2021

A campanha nacional “Novembro Azul’ conscientiza a sociedade a respeito das doenças masculinas, com ênfase no diagnóstico do câncer de próstata. Entretanto, a maioria dos homens ainda negligenciam atendimentos médicos, resultando em vários maléficios a eles. Sob esse viés, cabe analisar os desafios enfrentados pela sociedade atribuídos à conscientização da importância da saúde do homem: o machismo enraizado em nossa cultura, assim como a alta desigualdade de gênero, pois seus “papeis” podem acabar influenciando na obtenção de seu bem-estar.

Constata-se, a princípio, que a nossa cultura possui, em suas raízes, um machismo bastante consdolidado, o que se torna um obstáculo à clarificação quanto à saúde dos homens, haja vista que eles são ensinados, desde pequenos, que não podem demonstrar fraquezas, construindo, assim, uma mentalidade prejudicial ao bem-estar dos mesmos. De acordo com uma pesquisa do Data Folha, dentre os indivíduos acima de 40 anos que não realizam o exame de toque retal, fundamental no diagnóstico do câncer, 48% deles assumem que foi por causa do machismo. Isto é, acabam negligenciando a saúde por preconceitos determinados pela sociedade, em que acabam os prejudicando.

Ressalta-se, ademais, que a desigualdade de gênero no país é um grande empecilho à saúde masculina. Isso porque, certos “papeis” estabelecidos em nossa sociedade acabam influenciando na obtenção do bem-estar, uma vez que sempre elaboram o afazer mais pesado ou se encontram em situações perigosas à trabalho. Segundo um levantamento realizado pela OMS, em 41 países da Europa, os homens têm menor expectativa de vida em lugares onde os indicadores socioeconômicos são menos iguais entre homens e mulheres. Dessa forma, pode-se observar que a equidade de gênero é uma grande problemática a ser resolvida em nossa sociedade.

Portanto, evidenciam-se as problemáticas vivenciadas em nossa sociedade quanto à saúde masculina. Dessa forma, as Secretarias de Saúde municipais devem promover mais campanhas preventivas à saúde masculina com a intenção de conscientizar a população, além de inibir essas tristes estatística. Ademais, as famílias têm que educar seus filhos, assim como educam suas filhas, possibilitando uma condição isonômica atribuída ao gênero, diminuindo, assim, o machismo enraizado e reformulando pensamentos arcaicos.