Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 11/05/2021
Conforme Jacques Benige, bispo e teólogo francês, a saúde depende mais de precauções que dos médicos. Nesse sentido, a prevenção é um mecanismo importante para melhorar a qualidade de vida e reduzir a mortalidade. No entanto, quando se observam os desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina no Brasil, verifica-se que os objetivos da prevenção não são completamente alcançados. Isso se deve, principalmente, à cegueira social e à incapacidade dos cidadãos de cuidarem do respectivo bem-estar.
Primeiramente, a cegueira social, inabilidade do indivíduo de perceber prolemas socias, é uma das principais causas da falta de conscientização da população quanto à saúde masculina. Nessa ótica, de acordo com o brasileiro Leon Martins, mestre em estudos europeus, espera-se da sociedade a realização do possível para prover as normas e a estrutura necessária para melhorar a qualidade de vida de toda a população. Entretanto, devido à fisiologia do cérebro humano de se adaptar e se conformar com problemas sociais, os cidadãos não exigem mudanças na forma de divulgação e na especificidade do atendimento, pois não é só um mês de destaque que provocará o fim do problema. Tal situação prova que, infelizmente, a sociedade, em especial as famílias, e os profissinais de saúde não argumentam o suficiente a imporância da prevenção contra doenças masculinas durante os outros 11 meses do ano.
Além disso, a persistência do número de homens que sofrem com câncer de prostata deriva da incapacidade dos cidadãos de cuidarem do respectivo bem-estar. Nessa perspectiva, segundo Drauzio Varella, médico brasileiro, a saúde como direito de todos e dever do Estado é uma demagogia e ainda tira a responsabilidade das pessoas sobre o própio bem-estar. Dessa maneira, se entende que o Governo brasileiro não consegue arcar com os custos de tratamento para toda a populção e que muita gente não valoriza a própia vida, como os indivíduos que não estão se precavindo durante a pandemia do COVID-19. Essa realidade mostra que, tristemente, o Governo e o cidadão falham na prevenção contra doenças masculinas.
Portanto, a cegueira social e a incapacidade dos cidadãos de cuidarem do respectivo bem-estar fomentam a falta de conscientização social quanto à saúde masculina no Brasil. Desse modo, urge que os Ministérios da Saúde e da Cidadania, responsáveis pela prevenção e proteção da saúde da sociedade, promovam maior divulgação sobre a importância da prevenção contra doenças masculinas durante todo o ano, por meio de apoio e adesão das pessoas a essa campanaha, como preconiza Leon Martins, a fim de melhorar a qualidade de vida e reduzir a mortalidade da população masculina.