Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 11/05/2021

A campanha “Novembro Azul” é uma forma de estimular os homens ao cuidado rotineiro em relação à saúde. Tal campanha se faz necessária, tendo em vista a cultura do homem em negligenciar os cuidados, exames, sobretudo inerente ao câncer de próstata. Dessa maneira, é possível salientar que o principai desafio para essa conscientização é o preconceito naturalizado inerente aos exames de próstata e, consequentemente, maiores complicações ao diagnosticar tardiamente.

De início, destaca-se que o principal entrave na conscientização sobre a importância de preservar a saúde do homem é o estigma criado inerente à masculinidade posta em questão. Essa realidade é perceptível, uma vez que a forma de como os exames são execultados gera uma resistência por parte da população masculina, como a questão do toque retal, pondo a masculinidade “à prova”, o que é ruim. Diante disso, é notório o preconceito estabelecido sobre os cuidados da saúdo do homem, sendo lamentável a situação de preferir negligenciar a saúde a cuidar e prevenir uma doença tão perigosa, o câncer de próstata. Assim, a campanha do Novembro Azul é importante, pois, além da conscientização sobre a saúde, é uma forma de desnaturalizar e de desfazer essa ideia preconceituosa de que o homem não precisa de cuidados de rotina médica.

Em consequência desse desafio, o número de casos de doenças relacionadas aos homens é uma realidade que só tende a aumentar. No livro do jornalista José Saramago, “Ensaio sobre a cegueira”, há uma metáfora sobre a “cegueira branca”, não sendo uma limitação biológica, mas sim uma limitação de enxergar a realidade, a negligência inerente às situações. Fora da obra ficcional, é isso o que acontece com os homens em relação à vitalidade, causando uma maior chance de mortalidade, o que é grave. Um reflexo desse fato no Brasil, é o grande número de mortes que, segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer),  corresponde a aproximadamente 22% entre 2018 e 2019, isto é, a consequência do descuido pode ser fatal para muitos homens.

Por fim, é importante salientar o grande papel exercido pela campanha e seus entraves. Assim, é necessário que o Poder Público fortaleça essa corrente de consciência, a partir de ações que assegurem esse poder de informação da campanha, como palestras com urologistas e pscólogos, a fim de desnaturalizar esse preconceito no que tange à saúde preservada do homem. Dessa forma, é possível reduzir o número de casos tardios e proteger a vitalidade da maioria dos homens.