Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 11/05/2021

A Constituição brasileira de 1988 prevê a saúde como um direito de todo ser humano. Diante disso, uma questão pertinente é acerca dos desafios para a conscientização social sobre a saúde do homem, a qual é garantida pela legislação. Entretanto, uma barreira é posta entre os cidadãos do sexo masculino e o acesso ao sistema de saúde: o machismo e a falta de conhecimento.

Em primeiro lugar, é preciso esclarecer que o conceito de gênero está ligado às relações de poder como defende Joan Scott, historiadora americana. Isso significa que, historicamente, homens são postos em posições de poder e força, enquanto mulheres são vistas como submissas e fracas. Tal pensamento faz com que os indivíduos não queiram assumir uma posição de vulnerabilidade e buscar médicos para prevenção e/ou tratamento de doenças, pois, infelizmente, acreditam que sua masculinidade será afetada.

Em segundo lugar, é importante analisar o papel da educação na conscientização sobre a saúde do homem. No Brasil, o ensino não é focado na quebra de paradigmas sociais, o que gera um grave problema para a qualidade e expectativa de vida masculina. Assim como defenderia Paulo Freire, o conhecimento é o caminho para transformar uma sociedade e nesse caso, a arma que há para mudar a mentalidade machista.

Portanto, fica evidente que o Estado deve investir numa educação libertadora, com aulas que exponham depoimentos e palestras sobre a prevenção e o cuidado com a saúde para que haja uma verdadeira conscientização. Além disso a mídia é fundamental com campanhas e movimentos em prol da saúde masculina.