Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 11/05/2021
Ainda nos dias atuais é comum encontrarmos diversos tabus em relação a homens realizando visitas médicas, por parecer algo que subestima a masculinidade dos brasileiros; E é por motivos como esse que, em 2018, 15,5 mil homens vieram a óbito em razão de câncer de próstata. Atualmente o Brasil enfrenta problemas ainda maiores, devido a pandemia muitos homens desmarcaram as suas consultas, por questões financeiras, causando assim desafios para o diagnóstico e tratamento precoces, mas também evidenciando a precariedade ao acesso a saúde no Brasil.
Uma pesquisa, com entrevistados de 22 estados e realizada pela Sociedade Brasileira de Urologia, indica que 55% dos homens não vão ao médico e 2% têm ou já foi diagnosticado com câncer de próstata. Esses números nos mostram o quão difícil se torna a descoberta precoce da doença, uma vez que a maior parte dos homens nem chega a ir à uma consulta médica. O diagnóstico precoce é essencial para que um tratamento possa ser realizado evitando as chances de o paciente vir a óbito. O processo terapêutico contra o câncer de próstata no seu estado imaturo conta com radiologia, quimioterapia, cirurgias de remoção, se houver a necessidade, ou simplesmente o acompanhamento de perto da evolução da doença.
Como bem se sabe, infelizmente, o acesso a tratamento e a saúde de uma forma geral não é igualitário no Brasil. Isso torna comum na atualidade vermos homens não terem como realizar as suas consultas médicas, especialmente quando buscando por um médico especialista em alguma área de saúde, tal como a urologia, e seus devidos tratamentos caso tenham conseguido um agendamento para serem consultados. Em um momento como a pandemia de Covid-19 muitos homens não tem condições de arcar com os custos de visitas médicas e tratamento, e esses são fatos que podem causar um grande efeito em futuras coletas de dados em relação a óbitos devido ao câncer de próstata.
Baixo acesso a médicos, a tratamentos e falta de conhecimento sobre a seriedade de tal doença podem ser fatais para muitos dos brasileiros acima de seus 45 anos. Então é possível vermos a necessidade existente em que o Ministério da Saúde intervenha com campanhas mais intensas, não só durante o novembro azul, mas durante o decorrer do ano inteiro. Campanhas em colaboração com o Ministério da Educação deveriam ser postas em prática para que, desde sua adolescência, os brasileiros tenham conhecimento da necessidade de vencer os desafios que existem no acesso a saúde masculina.