Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 20/07/2021

Promulgada pela ONU, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. Entretanto, na prática, tal garantia é deturpada, visto que a câncer de próstata encontra-se efetivado na sociedade. Desse modo, a pressão social em consonância com o preconceito são os principais pilares para esses conflitos.

Primeiramente, vale ressaltar a imposição social como impulsionadora da problemática. Destarte, no documentário “A máscara que você vive”, demonstra de forma clara como os meninos sofrem para provarem sua masculinidade ao longo da vida. Sob esse viés, a população masculina aflige-se para passar uma imagem de serem fortes e másculos. Assim, muitos homens com receio de demonstrarem fragilidade, acabam por não procurar os médicos. Dessa forma, sem ajuda médica, infelizmente, a expectativa de vida reduz em 80%, como afirmado pelo Instituto da Saúde.

Ademais, vale salientar a aversão como perpetuador do impasse. Por essa perspectiva, apesar de existir o movimento “Novembro Azul”, mês de prevenção contra o câncer de próstata, muitos homens não realizam o exame de toque prostático através do reto, pois ainda existe traços do machismo, de tal forma que acreditam que a análise retal afeta a sua sexualidade. Assim, falece 42 homens por dia vítimas do câncer de próstata, como expressado pela Organização Mundial da Saúde.

Portanto, com intuito de mitigar o câncer de próstata, urge que o Estado, como promotor e garantidor do bem-estar social, disponibilize subsídios para que o Ministério da Saúde reverta essa verba em contratação de médicos, que, por meio de workshops, nas escolas, atenderiam a população masculina e informariam como é importante a realização de exames clínicos. Somente assim, a Declaração Universal dos Direitos Humanos entrará em completo vigor.