Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 21/07/2021
Na década de 1970, houve, nos Estados Unidos, um surto de Aids, o que deixou o meio social histérico. Com esse surto, os indivíduos do país procuraram amparo na busca por um culpado pelo aumento da transmissão da doença, e, na ausência de respostas dadas pela ciência, o preconceito tomou posse das mentes americanas: a partir daquele momento, os que se auto intitulavam como homossexuais seriam perseguidos e culpabilizados pelo alta na proliferação do vírus, o que deixou neles um indelével estigma durante décadas. Analogamente ao estigma supracitado, os homens brasileiros que optam pela prevenção do câncer de próstata são vilipendiados por seus semelhantes por um preconceito existente em torno desse exame, e isso gera inúmeros desafios para a conscientização social acerca da saúde masculina, tais quais a negligência e a permanência de uma mentalidade maléfica.
A priori, necessário se faz pontuar que nada senão a educação transgride as barreiras da limitação humana. Com o intermédio do exercer educacional, os indivíduos podem angariar à sociedade melhoras, protestar contra injustiças e, máxime, fazer a manutenção da longevidade da vida. Dessa forma, é notável um dos principais desafios para que se conscientize os homens acerca da importância deles manterem a saúde preservada na vertente do novembro azul: há a negligência e o sarcasmo acerca do exame de próstata, o qual é visto como a derrubada de um pilar da virilidade, que, caso seja quebrado, quem dele era dono passa a ser irrisório, e isso apenas acontece porque não a educação acerca da importância de tal exame preventivo.
Além disso, também é fulcral se pontuar que a mentalidade masculina é um dos grandes problemas para a conscientização populacional no que diz respeito ao câncer de próstata. Isso posto, há de se desvelar o motivo: desde os mais idos tempos, a figura do homem como ser robusto e protetor é proliferada pela sociedade, o que impossibilitava que os homens agissem de certas maneiras. Com o avanço da sociedade, o comportamento masculino foi se tornando mais transigível, porém ainda restam inúmeros resquícios da visão idealizada acerca da figura masculina, que gera a impossibilidade da conscientização acima citada, já que ela impede que os homens permitam que o exame seja feito. Portanto, é impreterível se concluir que existem desafios que impedem a conscientização da importância da saúde masculina. Logo, deve o governo, composto pelos mandatários incumbidos de assegurar o bem cívico, proliferar, por meio de propagandas que atinjam a população como um todo, a importância da prevenção contra o câncer de próstata bem como as consequências da banalização desta, com o fim de conscientizar o contingente masculino do meio civil e, assim, evitar mortes.