Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 27/08/2021
De acordo com o Artigo 5º da Constituição Federal, promulgada em 1988, a saúde é direito social de todos os cidadãos, sem qualquer distinção. Contudo, o cenário visto pelo grande número de casos das doenças que são a causa da morte de muitas pessoas do sexo masculino, impede que isso aconteça na prática. Isso ocorre devido não só à falta de ações para conscientização da prevenção, como também à falta de estrutura no atendimento especializado nas unidades básicas de saúde. Neste contexto, evidencia-se a necessidade de serem tomadas atitudes para reverter essa problemática.
A princípio, é evidente que o Poder Público falha ao cumprir o seu papel enquanto agente fornecedor de direitos mínimos, o que contribui para a permanência na dificuldade de se conscientizar quanto à saúde masculina. No entanto, de acordo com o Artigo 196 da Constituição, a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos. E isso se demonstra como uma grande incoerência, já que o atendimento primário especializado em doenças que mais acometem a saúde dos homens reduziria o número de doentes e de óbitos, mas não é realizado na prática. Logo, é preciso uma intervenção para que essa questão seja modificada com o fito de alcançar a saúde esperada pela sociedade.
Igualmente, destaca-se a falta de políticas públicas para conscientização da prevenção de doenças como um dos complicadores do problema. Nesse sentido, segundo dados do Ministério da Saúde, 60% do total de homens chegam ao hospital com quadros patológicos considerados avançados. Assim, nota-se, no Brasil, que a saúde masculina é negligenciada, já que o preconceito, a vergonha e barreiras culturais impedem grande parte dos homens de se cuidarem de forma preventiva. Desta forma, é inaceitável que os números de casos de doenças relacionadas ao sexo masculino sigam aumentando sem um olhar social para a saúde pública, de forma que viole o que é exigido constitucionalmente.
Portanto, medidas urgentes são exigidas para amenizar a questão. Logo, o Ministério da Saúde, por meio de programas de conscientização da prevenção de doenças e aprimoramento das unidades básicas de saúde, deve informar sobre a importância da prevenção, rastrear pacientes por meio de visitas de agentes de saúde, assim como aprimorar as unidades de saúde básica com equipamentos e profissionais, propiciando atendimento especializado para doenças como o câncer de próstata. Nesse sentido, o fito de tal ação é estimular a procura de atendimento primário preventivo, para diminuir o número de casos com quadros avançados, aumentando a chance de recuperação com diagnósticos prematuros. Somente assim, esse problema será gradativamente erradicado.