Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 01/09/2021

Novembro azul é um período escolhido para enfatizar o assunto saúde masculina, enaltecendo o exame de próstata, que, segundo a INCA (Instituto Nacional de Câncer), é o segunda principal causa de morte masculina. Acerca disso, os desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina requerem especial atenção. Nesse bojo, surgem como assuntos relevantes para debate o preconceito sobre o autocuidado masculino, bem como a pouca prática da saúde preventiva do homem.

Primeiramente, nota-se que muitos homens não procuram fazer os exames devido ao preconceito acerca do tema autocuidado que, infelizmente, ainda existe. Nesse viés, percebe-se a divisão de funções dos primeiros povos do Brasil, os índios, na qual as mulheres cuidam dos filhos e trabalhos domésticos, já os homens saem para caçar. Nesse sentido, a habilidade do zelo e cuidados são competências ilustradas como femininas, sendo propagadas até os dias atuais como a aversão dos homens pelo autocuidado e rotinas de exames. Dessa forma, hodiernamente, com esse tabu enraizado, num contexto social, para os homens é mais difícil procurar médicos e fazer exames para seu autocuidado.

Outrossim, a saúde preventiva é um poderoso artifício para combater problemas futuros, porém ainda é pouco aplicado. Em vista disso, de acordo com o INCA, 85 % dos canceres são facilmente combatidos se diagnosticados em seu período de desenvolvimento inicial, porém, diariamente, 42 homens morrem em decorrência de câncer de próstata. Sendo assim, torna-se nítido que os homens aplicam pouco o método de saúde preventiva, visto que, há um acentuado número de óbitos relacionado à apenas uma modalidade de câncer. Em vista disso, a conscientização coletiva acerca dessa temática é uma solução plausível para essa problemática.

Conclui-se, portanto, que medidas são necessárias para solucionar as problemáticas dos desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina. Assim, cabe as mídias- agente criador de gostos e padrões- ajudar a erradicar com esse preconceito, por meio da representação em seus conteúdos de modelos de autocuidado masculinos, com o fito de ampliar a participação masculina nos cuidados pessoais necessários na contemporaneidade. Ademais, cabe ao Estado- agente assegurador de direito – a ampliação das propagandas acerca da conscientização dos autocuidados masculinos, de forma a fazer propagandas também em outros meses do ano, com o fito de instigar a população a assumir uma postura responsável quanto à rotina de exames, diminuindo, assim, a incidência de mortes por causa de câncer de próstata.