Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 20/10/2021
Segundo um estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) apontou que 51% dos homens nunca consultaram um urologista. Mediante a essa realidade, compreende-se que, com os meios eficazes, a sociedade brasileira pode superar os desafios relacionados a saúde masculina, que é responsável por configurar um cenário preucupante. É preciso analisar, pois, a concientização social e o machismo como elementos propulsores do imbróglio.
Diante desse cenário, é oportuno mencionar o Novembro Azul, que foi criado pelo Instituto Lado a Lado pela Vida, com o intuito de promover uma mudança de paradigmas em relação à ida do homem ao serviço de saúde. A máxima da campanha, todavia, vai de encontro com o cenário vigente, uma vez que o incentivo a prevenção e ao diagnóstico precoce de doenças masculinas pode resolver o desafio enfrentado quanto à saúde do homem. Logo, a atual situação que é agravada pela falta de cuidados com a saúde, pode ser revertida a partir do momento que houver uma conscietização em relação a importância da prevenção.
Sob um segundo olhar, faz-se fundamental apontar que o revés encontra motivação no machismo, onde se propaga uma ideia de alienação do sexo masculino quando se trata de cuidados com a saúde. Nesse contexto, no Brasil, um homem morre a cada 38 minutos devido ao câncer de próstata, segundo dados recentes do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Com base nesse dado expressivo, é importante pontuar que parte dos motivos que levam a essa realidade, está relacionado ao fato de que uma porção da sociedade carrega consigo uma ideia de que homens são seres naturalmente fortes e inabaláveis, o que leva a negligência quanto ao diagnóstico precoce de doenças. Tal questão possui um efeito, por vezes, fatal, o que é inadimissível e evidencia a necessidade de um planejativo capaz de solucionar o impasse.
Em suma, atenuar os desafios relacionados a conscientização social quanto à saúde masculina é fundamental. Logo, cabe ao Estado juntamente a sociedade fazer, por meio de políticas públicas, com que todas as pessoas venham a entender que qualquer indivíduo pode, normalmente, se encontrar em situação de vuneralidade, e com o homem não será diferente. Espera-se, com essas medidas, amenizar a realidade atual da saúde masculina.