Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 22/10/2021

O documentário O silêncio dos homens denota os problemas emocionais desses indivíduos e a falta de comunicação com eles, bem como os problemas de resistência. Nesse viés, é possível afirmar que desde o início do patriarcalismo até a contemporaneidade há um certo tabu acerca do bem-estar masculino na sociedade. Além disso, observa-se uma negligência do atendimento médico decorrente de uma cultura que os considera indestrutíveis. Destarte, faz-se necessário analisar os alicerces que sustentam esse estigma, a citar, a superstição da vitalidade máscula e o machismo, no sentido de buscar desbancar tais bases prejudiciais.

Concomitante a isso, é fulcral reconhecer que a ignorância com relação à higidez da virilidade vigorosa é uma das causas da existência desses paradigmas. Segundo o INCA - Instituto Nacional de Câncer - aproximadamente 60% dos varões diagnosticados com câncer de próstata morrem. Nesse aspecto, devido à escassez da divulgação de informações nas redes midiáticas sobre a importância da prevenção e do tratamento das enfermidades, há a relativização desses quadros clínicos nas comunidades. Com efeito, essa parcela do povo fica constrangido no convívio social, tendo em vista a prevalência do medo e do preconceito na população em relação aos exames médicos. Dessa maneira, cabe ao Estado favorecer uma mudança na postura do corpo coletivo.

Outrossim, o sexíssimo exagerado gera uma mentalidade prejudicial que pode ser considerada um dos entraves para a perpetuação de tais problemas. De acordo com o atual presidente da república brasileira, Jair Messias Bolsonaro, ele estaria protegido de comorbidades devido ao seu “histórico de atleta”. Nesse contexto, tal pensamento malpropício colabora para que os viris tenham seu vigor comprometido, cenário semelhante ao exposto por Michel Foucault no conceito de Normalização, o qual definiu que há a repetição de comportamentos sem a devida reflexão crítica dessa conduta. Dessarte, o preconceito dos “machos” com as suas doenças faz com que a busca por cuidados, seja evitada, aumentando, ainda mais, o índice de brasileiros debilitados por essas mazelas.

Infere-se, portanto, que os desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina suscitam de um debate. Assim, o Governo deve promover a consciencialização, junto das redes de midiáticas, por meio da disseminação das informações quanto a importância da medicamentação para que o constrangimento associado a elas finde. Ademais, a coletividade, principalmente os “senhores”, precisa sepultar sua concepção preconceituosa mediante ao discernimento da avaliação de tais órgãos do corpo a fim de proporcionar uma melhor qualidade de vida para os mesmos. Logo, prostrar-se-á a preconcepção existente àqueles acometidos pelas mazelas.