Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 22/10/2021
A Constiruição Federal de 1988, documento mais importante do país, prevê em seu artigo sexto o direito à saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Entretanto, tal prerrogativa não tem se repercutido com ênfase na prática, quando se observa os desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina. Dessa forma, devido a negligência estatal, além da desinformação populacional, esse problema tem se agravado. Cabe, então, alcançar medidas efetivas para combater essa triste realidade.
Primordialmente, é necessário destacar como parte do Estado brasileiro enfrenta esses desafios, uma vez que, de acordo com o Instituto Brasileiro de Estatística e Geografia, mais de 50% dos homens do país não costuma ir ao médico regularmente, devido a falta de incentivo e condições financeiras. Nessa perspectiva, é válido apontar que de acordo com o filósofo John Locke, tal condição configura-se como uma violação do ‘contrato social’, uma vez que a relação índividuo-estado é de confiança e o governo a quabra quando não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a saúde; o que infelizmente é evidente no país.
Outrossim, é igualmente preciso apontar que há, no Brasil, uma evidente falta de informação sobre o tema saúde masculina, formentando grande estranhamento e preconceito sobre o assunto. Nesse sentido, é justo citar o filósofo Platão, dono da narrativa ‘Mito da Caverna’, na qual homens acorrentados em uma caverna, viam somente sombras na parede, acreditando, portanto, que aquilo era a realidade. Portanto, é notório que, em situação análoga à metáfora abordada, os brasileiros sem acesso aos conhecimentos acerca da saúde masculina, vivem na escuridão, isto é, ignorância, disseminando ideias errôneas. Nesse cenário, faz-se necessária uma mudança na postura das redes midiáticas, disseminadoras de informações.
Torna-se evidente, portanto, a necessidade de combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Poder Executivo, por investimentos no Ministério da Saúde, reforce os recursos para a criação de projetos de incentivo a ida de homens regularmente ao médico e para melhorias de infraestrutura nos hospitais. Além disso, parcerias com mídias tecnológicas ajudaria a informar a população, por meio das propagandas e campanhas, seus direitos e deveres como cidadãos e a necessidade dos homens cuidarem da saúde. Dessa forma, os desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina seriam superados.