Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 18/08/2022

O filósofo Raimundo de Teixeiras, em 1889, adaptou o lema “Ordem e Progresso”, não só para a Bandeira Nacional Brasileira, mas também para a toda nação que, atualmente, enfrenta inúmeros empecilhos para o seu desenvolvimento. Nessa perspectiva, entre eles, destacam-se os desafios para conscientização social quanto à saúde masculina. Dessa forma, essa realidade se deve a negligência governamental e a falta de educação.

Diante desse cenário, o sociólogo Zygmunt Bauman, em seu conceito de instituições zumbis, diz que às instituições existem, porém não cumprem com seu dever na sociedade. De maneira análoga, o governo é negligente quanto a propagação dos cuidados da saúde masculina, haja vista que mais de 15 mil homens morreram em 2019 devido ao câncer de próstata. Nesse viés, a ausência de divulgação das profilaxias possíveis auxilia para o desenvolvimento do entrave. Portanto, é de suma importância solucionar essa negligência.

Outrossim, é notório que a falta de educação acerca da temática contribui para o aumento do problema. Nessa conjuntura, o professor Paulo Freire, em seu livro Pedagogia da Autonomia, diz que as escolas não devem ensinar apenas os componentes curriculares, mas também deve preparar o indivíduo para um bom convívio social. Entretanto, tal preceito não é efetivado, haja vista que preconceitos e tabus quanto à saúde masculina estão presentes no cotidiano das escolas, segundo o jornal The News. Deste modo, é preciso de uma educação precoce para atenuar os desdobramentos supracitados.

Destarte, medidas são necessárias para mitigar tal problemática. Logo, o governo deve propagar campanhas conscientizadoras, por meio das mídias — redes sociais e TV— de modo a explicar as consequências da ausência dos cuidados à saúde masculina, a fim de todos estarem cientes de suas escolhas e decorrência. Ademais, as escolas devem promover palestras — com especialistas — com intuito de explicar sobre as doenças que afetam os homens, bem como sanar os preconceitos e tabus, para, assim, o Brasil alcançar um desenvolvimento pleno na saúde masculina.