Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 20/08/2022

O filósofo e educador indiano, Jiddu Krishnamurti, destaca que não é um sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente. Tal realidade, é observada no esquecimento da prevenção da saúde masculina, por uma sociedade adaptada ao comodismo. Nesse sentido, dois aspectos fazem-se relevantes: a banalização do assunto e suas consequências.

Primeiramente, é preciso analisar como a trivialidade conduz a más hábitos. Em conformidade com a ´´Teoria da Banalidade do Mal´´, da filósofa alemã Hannad Arentd, fala de como o corpo social passou por um processo tão grande de massificação e alienação, que as pessoas não percebem mais os problemas que estão enraizados na comunidade. Desse modo, os indivíduos, principalmente os homens, banalizam a sua saúde, ignorando toda a parte do autocuidado e prevenção de doenças, como amplamente observado entre os brasileiros.

Ademais, é valido perceber que com tamanha banalização, as consequências são severas. Segundo a Veja Saúde, no Brasil, quase 40% dos homens só vão ao médico quando se sentem mal, assim, não fazem nenhum tipo de prevenção e quando precisam de ajuda, muitas vezes, já é tarde, como visto com os casos de câncer de próstata, que é uma doença que cresce de forma lenta e não chega a dar sinais no início. Portanto, medidas fazem-se necessárias para solucionar as problemáticas.

Sendo assim, são notórios os fatos que alimentam a árdua realidade brasileira devem ser revertidos. Para isso, é mister que o governo federal, por meio de propagandas em parceria com a mídia, mostre os efeitos causados pela não prevenção de doenças, para que todos os homens tenham as informações necessárias para saber da seriedade do problema. Por fim, a população será mais bem instruída e tal banalização não será mais uma realidade entre os brasileiros.