Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 09/11/2022
A Constituição Federal de 1988 prevê a saúde como direito básico do cidadão brasileiro e dever do Estado. Entretanto, a garantia sobredita apresenta-se deturpada, haja vista os desafios enfrentados pela sociedade brasileira acerca da saúde masculina. Diante disso, são necessárias algumas medidas para solucionar esse entrave, o qual é motivado não só pela inoperância estatal, mas também pelo preconceito social.
Nesse contexto, vale ressaltar que a débil ação do Poder Público, possui íntima relação com o revés. Acerca disso, o sociólogo Thomas Hobbes afirma que o Estado deve garantir o bem-estar da coletividade, o qual chamou de Contrato Social. Sob esse viés, a teoria exposta é constatada quando se vê um deficitário investimento na aréa de saúde, especificamente masculina, dificultando uma acessibilidade democrática de tratamentos ou exames para este grupo, como ultrassonografias e biópsias, na prevenção de doenças que possam gerar um futuro cancêr, além de negligenciar a conscientização social através da educação sobre esse assunto. Logo, a omissão governamental coopera para esse percalço.
Ademais, uma grande parcela da população se mostra preconceituosa. De acordo com o físico Albert Einstein, “É mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito”. De maneira análoga, percebe-se que boa parte do grupo masculino cria um prejulgamento acerca de sua saúde, visto que se recusam ou tardiam a realização da prevenção urológica, como o exame do toque retal, por conta do medo ou pelo pensamento cultural moralista e, assim, como consequência, a segunda maior causa de morte em homens no Brasil é o cancêr de próstata. Por isso, é preciso uma mudança de comportamento do corpo masculino sobre essa questão.
Portanto, algumas medidas são necessárias para a resolução dos desafios quanto à saúde masculina. Para tanto, cabe ao Governo Federal, o qual é responsável por administrar o povo e os interesses públicos, por meio do Ministério da Saúde, assegurar o direito civil masculino investindo em atendimentos médicos públicos e tratamentos adequados, com o fito de democratizar a saúde para essa parcela da população. Além disso, o Estado, com o apoio do Ministério da Educação, deve promover debates e palestras nas escolas acerca do Novembro Azul, enfatizando a desmistificação do preconceito contra o cancêr de próstata, além de propagar informações educativas, a exemplo de campanhas publicitárias em TV aberta e em redes sociais, a fim de buscar a conscientização social sobre esse entrave. Por fim, com essas ações, esses desafios poderiam ser superados na sociedade brasileira.