Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 24/05/2023

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) contabilizou 42 mortes diárias em decorrên-

cia do câncer de próstata. Tal cenário nefasto tornou-se uma realidade no país em detrimento da falta de conscientização social quanto à saúde masculina, sendo reforçado não apenas devido ao escasso interesse na realização de tratamentos e prevenções contra o câncer, mas também em razão da negligência em seguir os procedimentos médicos. Logo, faz-se imperiosa a análise dessa conjuntura.

De início, pode-se relacionar a temática ao pensamento do filósofo William James, no qual ele afirma que mudar a atitude mental pode alterar a vida dos homens. Essa ideologia torna-se imprescindível para subverter a ótica social em relação a manutenção da saúde masculina, visto que o descaso tangente ao câncer de próstata é uma realidade. Esse panorama, caracterizado pela falta de conscientização observado na sociedade nacional, acontece em razão da negligência em fazer exames e tratamentos preventivos periodicamente, ampliando o avanço da doença. Além disso, o isolamento social durante a pandemia da Covid-19 desestimulou o interesse no acompanhamento médico, retardando a descoberta da doença.

Ademais, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o tumor na prósta-

ta causou o óbito de quase 16 mil brasileiros. Nesse viés, a recusa em realizar o tratamento contra o câncer de forma correta, orientada pelos médicos, somada ao medo de procedimentos cirúrgicos e de internação impede a plena superação da doença, aumentando o quadro estatístico supracitado.

Verifica-se, então, a necessidade de mitigar os desafios para a conscientização social referente à saúde masculina. Para isso, é fundamental que o Ministério da Educação e da Cultura, por intermédio de palestras em escolas e locais públicos, elucide a importância dos exames do câncer de próstata, a fim de ampliar a disseminação do conhecimento. Paralelamente, as instituições hospitalares, mediante à instrução de profissionais de saúde, devem orientar os pacientes a seguir o tratamento da doença rigorosamente e esclarecer dúvidas e preocupações, objetivando erradicar a negligência e ignorância. Assim, será possível diminuir o número de óbitos contabilizados pelo Inca.