Novos modelos de educação

Enviada em 01/10/2019

Tal como a Tábula Rasa do filósofo John Locke, os estudantes do ensino regular vigente são agentes passivos, e portanto, considerados desprovidos de qualquer conhecimento e o professor considerado como o único detentor do conhecimento. Sob essa ótica, o modelo convencional da escola atua suprimindo a capacidade crítica dos alunos de acordo com os preceitos do Fordismo e os mecanismos de avaliação de qualidade e esteira produtiva - de acumulação de conhecimento - no qual o sistema de ensino moderno foi criado, por isso, é evidente, mediante as novas demandas do mundo globalizado, a necessidade de novos modelos de educação.

Nesse contexto, o educador Paulo Freire inovou na concepção de modelos alternativos de ensinar por meio da reciprocidade e do dinamismo na aprendizagem, e não apenas na vertente da ‘’educação bancária’’, a a qual é unilateral e só deposita conhecimento bruto. Em seu experimento, o educador, em 1963, fez com que fossem alfabetizados 300 trabalhadores rurais em apenas 45 dias, demonstrando, dessa forma, quão ultrapassado o modelo atual se mostra em relação as necessidades contemporâneas.

Outrossim, segundo o filósofo Immanuel Kant ’’ é no problema da educação que se encontra o grande segredo de aperfeiçoamento da humanidade’’. Sob esse viés, é possível inferir que o problema que faz com que 70% dos estudantes não consigam fazer contas de matemáticas básicas estipuladas pela avaliação do Pisa ( Programa Internacional de Avaliação de Estudantes), além do analfabetismo funcional é o modelo de ensino vigente.

Urge, portanto, que o Ministério da Educação, mediante o apoio de pesquisas e intercâmbio com a população, altere gradativamente o sistema de ensino atual por alternativas mais produtivas em que exista um fluxo de aprendizagem mútuo do professor e aluno, dinamicidade e relevância de matérias condizentes com a realidade globalizada hodierna, a fim de que haja aquisição de conhecimento efetiva e aplicável para a vida do indivíduo. Dessa maneira, com modificação paulatina de um modelo educacional de mais de 500 anos pode-se adequar conhecimento crítico intrinsecamente conectado a um poder de transformar o mundo preconizado por Paulo Freire.