Novos modelos de educação

Enviada em 29/10/2019

Revitalizando Steve Jobs

No prelúdio da contemporaneidade, o futuro da educação no Brasil configura um desafio a ser resolvido. De um lado, a ineficácia das políticas educacionais voltadas para reduzir a taxa de analfabetismo e evasão escolar, se encontra como o problema principal da educação brasileira. Do outro, a falta de investimento no setor tecnológico para auxiliar os estudantes, funciona como impulsionador da problemática.

Em primeiro plano, é relevante abordar que a Constituição Federal - promulgada em 1988 - assegura, no artigo 205, a educação como direito de todos, sendo dever do Estado e da família, já que o âmbito educacional permite o desenvolvimento do intelecto e a qualificação de profissionais. Contudo, dados da pesquisa divulgada pelo IBGE, mostraram que há 11 milhões de analfabetos na população brasileira e 3 milhões de adolescentes fora das escolas, o que prova a ineficiência do modelo de educação vigente. Desse modo, é notório que o Poder Público negligencia essa questão, logo, tem que garantir o direito inalienável do indivíduo ao conhecimento.

Ademais, conforme pensamento de Steve Jobs, empresário no setor da informática, a tecnologia é fundamental para propiciar avanços no mundo. Partindo dessa perspectiva, o novo modelo de educação deve considerar que os recursos tecnológicos facilitam e promovem o processo de aprendizagem autônoma, a partir de aplicações multidisciplinares, com a ajuda de professores. Por conseguinte, o Brasil deve fomentar a prática de projetos escolares com base nas tecnologias digitais, visando mais produtividade e eficiência no ambiente escolar.

Dessa forma, fica claro a necessidade de políticas educacionais que reduzam o analfabetismo e auxiliem os estudantes na aprendizagem. Isso se dará a partir da atuação do Ministério da Educação no investimento em ensino básico de qualidade, por meio da melhor aplicabilidade de verbas, principalmente, na capacitação dos professores e laboratórios digitais, que, somados, elevam a capacidade de absorção dos conteúdos pelos alunos. Outrossim, a Iniciativa Privada deve promover um programa que inclua o analfabeto nas práticas diárias, a fim de promover o exercício da cidadania. Com isso feito, o Brasil, em consonância com o ideal de Jobs, agregará de forma digna os discentes no contexto educacional.