Novos modelos de educação

Enviada em 04/07/2020

O mito da caverna, de Platão, descreve a situação de pessoas que se recusavam a observar a verdade em virtude do medo de sair de sua zona de conforto. Fora da alusão, a realidade brasileira caracteriza-se com a mesma problemática no que diz respeito aos novos modelos de educação. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude de um legado histórico e da lenta mudança na mentalidade social.

Em primeira análise, o legado histórico mostra-se como um dos desafios à resolução do problema. De acordo com o pensamento de Claude Lévi-Strauss, só é possível interpretar adequadamente as ações coletivas por meio do entendimento dos eventos históricos. Nesse sentido, a resistência a novos modelos de educação, mesmo que fortemente presente no século XXI, apresenta raízes intrínsecas à história brasileira, o que dificulta a resolução da questão.

Além disso, a dificuldade de aceitação encontra terra fértil na lenta mudança da mentalidade social. Conforme Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de pensar. Sob essa lógica, é possível perceber que a questão é fortemente influenciada pelo pensamento coletivo, uma vez que, se as pessoas crescem inseridas  em contexto social em que esses modelos de educação são vistos como tabu, a tendência é adotar esse comportamento também, o que torna sua solução ainda mais complexa.

Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para que isso ocorra, as prefeituras, em parceria com o governo do estado, devem proporcionar a criação de oficinas educativas, a serem realizadas nas escolas estaduais. Esses eventos podem ser organizados por meio de atividades práticas, como dramatizações, dinâmicas e jogos, de modo a proporcionar a visualização do assunto, além de palestras com especialistas em educação, a fim de efetivar a elucidação da população sobre o tema.