Novos modelos de educação
Enviada em 02/10/2020
Diante das inúmeras situações vivenciadas pela sociedade hodierna, cumpre ressaltar as novas metodologias de ensino em detrimento das convencionais, uma vez que não só propicia maior interação entre os indivíduos, mas também corrobora com a diminuição dos índices referentes à evasão escolar. Para isso, urgem ações mais enérgicas da sociedade civil em concomitância com o Poder Público, visando valorizar e incentivar as diferentes formas de educação.
Nessa perspectiva, é fulcral destacar que os modelos de ensino distintos do tradicional podem proporcionar maior convívio entre os cidadãos, fomentando na consolidação do sentimento de unidade na sociedade. Esse cenário possibilita um paralelo com a obra do sociólogo Durkheim, pois considera que o escasso vínculo entre os indivíduos favorece o surgimento de situações de anomia devido à pouca coesão social. Ademais, constata-se que é possível estabelecer ampla interação seja por maiores cargas horárias nas instituições, seja pela implementação de atividades extracurriculares em grupos. Logo, é fundamental que sejam executadas medidas que objetivem a inserção de novos modelos de ensino para que ocorra a construção de sólidos vínculos entre os indivíduos.
Ainda sob esse mesmo viés, é válido constatar o crescimento dos índices no que se refere à evasão escolar, sendo, na maior parte das vezes, o desestímulo dos jovens, em razão do pouco dinamismo na forma de expor o assunto ao aluno o fator decisivo no abandono dos estudos. Essa situação fica evidente ao analisar os dados do censo de 2019 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, já que cerca de 12% dos jovens entre 15 e 17 anos não frequentam escolas, sendo tal número preocupante tanto a curto,quanto a longo prazo na conjuntura brasileira.Dessa maneira,é mister que atos sejam implementados, visando o aumento nos índices referentes à escolaridade no Brasil.
Portanto, torna-se perceptível a necessidade de atos mais contundentes em prol dos diversos modelos de educação. Para tanto, faz-se fundamental que o Poder Público, por meio do Ministério da Educação, promova nas instituições educacionais mesas-redondas e debates periódicos, sendo mediados por profissionais qualificados, como psicopedagogos, tendo como público-alvo os estudantes e seus núcleos familiares. Tal ação tem o fito de incentivar que os discentes interajam mais incisivamente entre si, bem como que ocorra a ênfase acerca da importância da conclusão do ensino básico para o indivíduo e que seja consolidado um canal de comunicação entre alunos e professores para que encontrem, juntos, alternativas viáveis para dinamizar o processo educacional. Apenas assim, poder-se-á estabelecer uma realidade em que o infortúnio relacionado com o tradicional modelo de ensino seja sanado no país.