Novos modelos de educação
Enviada em 23/02/2021
No filme “Amor ao quadrado”, produção cinematográfica da Netflix, é mostrada a história da professora Monika que, em meio aos impasses de um ensino tradicional, usa de métodos nada convencionais para ensinar os alunos dentro e fora da sala de aula. Paralelamente à realidade brasileira, é perceptível que a introdução de novos modelos educacionais, como o Home-schooling e o Ensino a distância, encontram-se estagnados, graças a uma lacuna governamental e a uma falta de engajamento familiar, sendo preciso que alterações ocorram nesse cenário.
Em primeiro plano, é necessário analisar que existe uma lacuna governamental que permeia a educação no país e que cria barreiras a implementação plena e efetiva de novas formas educativas. Sob esse viés, é possível destacar o baixo incentivo ao uso da tecnologia nas salas de aula, o corte de verbas direcionados aos colégios públicos e o pouco incentivo e auxílio do governo na divulgação de projetos como o Graphogame e o Conta pra mim- voltados a alfabetização em casa- como algumas dessas brechas. Assim, uma vez que a Constitução Federal de 1988 diz que é dever do Estado garantir educação de qualidade a toda população, não apenas é perceptivel que esses elementos vão contra essa perspectiva, mas que o Estado passa a se enquadra na ideia, do sociológo Bauman, de “Instituição zumbi”, sendo uma instituição existente, porém, nesse caso, inativa ao não cumprir com seu papel.
Em segundo plano, cabe destacar também que a família, por mais que seja responsável, junto ao Estado, pela educação dos infantes, ainda não se encontra totalmente engajada no processo. Nessa linha de pensamento, é possível salientar a crença errônea, mas persistente, de que a escola é a única ferramenta de educação, a falta de questionamento sobre os métodos de ensino e o uso de aparatos tecnológicos com vista apenas a distração e não ao aprendizado, como marcas desse distanciamento. Dessa forma, tendo em vista a incerção familiar no processo de socialização primária, do sociólogo Durkheim, é visível que o afastamento desse grupo de um aspecto tão importante implica em consequências negativas a implementação de novos moldes de ensino, uma vez que não há busca por mudanças.
Portanto, tendo em vista as falhas governamental e familiar, urge que o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Educação, elabore projetos educacionais utilizando-se de novas ferramentas de aprendizagem, visando melhorias na qualidade de ensino hoje e futuramente. Para isso, por meio do redirecionamente de verbas arrecadadas pela Receita Federal-para compra de equipamentos, incentivo a propagandas e formação de professores-, o projeto “Nova educação” deve ser criado, incentivando o uso de tecnologia e o engajamento familiar.