Novos modelos de educação

Enviada em 15/03/2021

Tudo na sociedade evoluiu de modo grandioso com o passar do tempo: carros, computadores, internet, livros, etc; menos a educação. É possível ver algumas mudanças, como o ínicio da EAD (educação à distância) e a introdução de computadores e tablets em algumas atividades; mas, mesmo assim, não pode ser considerado um novo modelo de educação, apenas um complemento à educação tradicional. Portanto convém discutir e analisar fatores que atrapalham a execução de novos modelos de educação, como a desconfiança perante a educação online e a desigualdade social que impossibilita alguns a terem acesso as novas formas de pedagogia.

De acordo com esse cenário, é possível destacar que a desconfiança e até mesmo a rejeição de alguns indivíduos para com modelos de educação como o “homeschooling” e a EAD, configuram como um dos principais problemas para a implantação de novos modelos de educação. Segundo o grande pedagogo brasileiro Paulo Freire, a educação é uma troca, e o aluno deve ter papel ativo nesse processo, e não só passivo, ficando horas e horas por dia apenas ouvindo um professor lhe ensinar. Então, práticas como o “homeschooling” e a EAD deviam ser vistas como conquistas e avanços dos novos modelos de educação, e não serem desacreditadas, já que levaria o aluno a um maior desenvolvimento. Logo, é necessário que essa mentalidade preconceituosa seja mudada através da conscientização e do entendimento de que novos modelos são melhores e mais eficazes que os tradicionais.

Além disso, é notável que a desigualdade social é outro grande fator que atrapalha e impossibilita a implantação homogênea de possíveis novos modelos de educação, principalmente aqueles que envolvem aparatos tecnológicos. No ano de 2020, quando se iniciou a pandemia do vírus covid19, todas as escolas do Brasil fecharam e as aulas continuaram de forma online, mas só para aqueles que tinham acesso à celulares, tablets e computadores, o que causou uma enorme defasagem na educação, já que cerca de 30% não possuem nem acesso à internet, segundo o portal de notícias G1. É impossível implantar um novo modelo de educação, que dependa da tecnologia, sem antes acabar com a desigualdade social, já que, segundo a Constituição, a educação é direito e dever de todos.

Destarte, compete ao Ministério da Educação promover políticas de incentivo à evolução da educação, através de verbas destinadas somente à isso, envolvendo pesquisadores, pedagogos e material de qualidade. Além disso, é necessário que haja projetos, empenho e verbas para a diminuição da desigualdade social, propiciando internet, computadores e celulares para todos. Espera-se, com isso, que haja a verdadeira educação, de acordo com Paulo Freire, onde há troca e envolvimento do aluno, e também a implantação de novos modelos que sejam mais eficazes.