Novos modelos de educação
Enviada em 28/03/2021
O sistema de educação passou por grandes mudanças ao longo do tempo, seja ao abrir espaço às mulheres ou perpassar conhecimentos que não fossem apenas cléricos, como na Idade Média. Tais modificações também foram observadas no Brasil atual e a maior participação dos estudantes em sala, além das aulas virtuais, muito difundidas em meio a pandemia da Covid-19, em 2020. Entretanto, apesar do grande auxílio que o ensino on-line proporciona, poupando tempo e flexibilizando-o, este contribui para a desigualdade frente ao sistema, visto que a acessibilidade à tecnologias e internet não faz parte da realidade de todos.
A priori, nota-se a grande importância do modelo retratado para a continuação da difusão de saberes em meio a situação vivida. Outrossim, o ensino on-line permite a manutenção de horários, podendo o aluno ajustar seus afazeres para o momento o qual achar melhor. Somado a isso, observa-se também a maior facilidade em fazer pesquisas virtuais para a colaboração com os assuntos das aulas e a otimização de tempo, haja visto o estudante não precisar percorrer longos percursos para absorver conhecimento.
Contudo, apesar de suas contribuições, é válido ressaltar que o modelo via internet da didática ajuda a perpetuar a desigualdade nesse meio. Isso se dá pelo fato de que, principalmente ao se tratar de educandos da rede pública, muitos não têm acesso às tecnologias necessárias ou internet, ficando reféns do sistema excludente. Além disso, nota-se uma dificuldade dos mestres e alunos em adaptarem-se às mudanças, tendo que aprimorar seus conhecimentos em produtos digitais e adquirir maior responsabilidade para não deixarem-se levar pela ociosidade, respectivamente.
Dado o exposto, faz-se necessário que os governadores de cada Estado propiciem uma maior acessibilidade dos alunos a tal ensino, por meio de aplicações do capital nesse setor, como também a disponibilização de internet pública e eficaz nas cidades. Tendo isso em mente, visa-se uma maior inclusão social das classes menos abastardas à educação necessária. Só assim, desse modo, pode-se viabilizar novos modelos educacionais sem que estes acabem por criar ou favorecer os abismos sociais.