Novos modelos de educação

Enviada em 20/04/2021

Grécia, reconhecida como berço da civilização, foi pioneira no âmbito do desenvolvimento intelectual, o qual era centrado na formação integral do indivíduo. Entretanto, o acesso à educação era restrito, apresentando assim uma contradição ao sistema de governo democrático. Para além do recorte histórico, o cenário aludido é vivenciado em solo brasileiro, à medida que as limitações do modelo tradicional de educação vão de encontro aos direitos assegurados pelo Estado, intensificando o abandono escolar e expondo a necessidade de um novo modelo mais agregador, corroborando a manutenção da problemática.

Em primeiro plano, é instituído pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) o direito à educação. Contudo, tal estatuto apresenta falhas em sua implementação, visto que só em 2018 mais de 3,5 milhões de estudantes foram reprovados ou desistiram da escola, conforme relatório do Fundo das Nações Unidas para a Criança (UNICEF). Uma das principais causas é a não adaptação aos moldes educacionais padrões, o que engloba questões logísticas exigidas pelo ensino presencial, como por exemplo: locomoção.

Em segundo plano, a Educação a Distância (EAD) permite flexibilidades no aprendizado. De acordo com a sociologia alemã Hannah Arendt, o ensino deve contribuir para que as crianças desenvolvam sua singularidade. À luz dessa perspectiva, o EAD possibilita inovações pedagógicas e participação ativa da família no processo de aprendizagem, deixa a criança mais confortável a ser incluída no seu próprio desenvolvimento intelectual, além da economia de tempo e dinheiro, o que torna essa modalidade ainda mais viável.

Portanto, infere-se que medidas mais holísticas em relação à problemática discutida devem ser viabilizadas a fim de desmitificar o assunto. Assim, em linhas gerais, cabe ao Estado, por seu cunho gerenciador, em parceria com as escolas por meio de políticas públicas e coordenação de professores, implantar o ensino a distância nas instituições a fim de garantir a inserção e permanência do aluno em uma modalidade inegavelmente mais agregadora, para só assim chegar a uma homeostase cidadã.