Novos modelos de educação
Enviada em 21/06/2021
Em meados do século XV, Johannes Gutenberg - inventor e gráfico alemão - criou o conjunto básico de tecnologias capaz de massificar a informação: a prensa móvel. A partir disso, as instituições educacionais passaram a reproduzir conteúdos em grande escala, de maneira semelhante ao modo de produção fordista. Entretanto, 500 anos após a descoberta de Gutenberg, as fábricas de educação - as escolas -, tão ultrapassadas quanto o fordismo, ainda são predominantes na sociedade contemporânea. Diante desse cenário, para combater o sistema educativo, retrógrado e falho, em vigência, é necessário compreender os novos modelos de educação, a saber, o Método Montessori e o ensino a distância.
A princípio, é válido ressaltar que a massificação educacional não é efetiva por não atender as necessidades particulares dos indivíduos. Nessa lógica, a Educação Montessoriana, criada pela pedagoga Maria Montessori, explora essas particularidades que envolvem o aprendizado individual, por meio de um ensino multidisciplinar e, em maior parte, autônomo. Assim, os alunos são capazes de relacionar as múltiplas ligações entre as diferentes áreas do conhecimento e, também, de desenvolver autonomia para melhor adaptar o próprio aprendizado. No entanto, enquanto a educação industrial for a regra, estudantes com as habilidades desenvolvidas com o Método Montessori serão a exceção.
Em segundo lugar, cabe destacar que o ensino remoto, tal como o montessoriano, destoa da massificação e prioriza o desenvolvimento individual. Nesse sentido, na canção “Pela Internet”, o cantor brasileiro Gilberto Gil exalta a quantidade de informações no meio virtual. Sob essa óptica, os estudantes que optam pelo estudo a distância, por plataformas digitais, são responsáveis pela própria educação, uma vez que precisam ter papel ativo para assistir às aulas, retirar dúvidas e conectar diferentes fontes de aprendizado - vídeos, livros, fóruns ‘online’. Dessa forma, o corpo discente é emancipado para enriquecer seu aprendizado com as diversas origens do saber disponíveis na ‘internet’ e, diferente do modelo educacional ultrapassado, podem beneficiar-se de suas individualidades para melhor aprender - à exemplo de priorizar a leitura em detrimento de assistir aulas.
Urge, portanto, que as fábricas de educação sejam combatidas e substituídas pelos novos modelos educacionais. Dessa forma, é imperioso que o Ministério da Educação, com base no Método Montessori, implemente o estudo ativo nas escolas, por meio de aulas que priorizem a autonomia dos alunos, tanto em aulas presenciais, quanto a distância, a fim de que a educação não seja massificada e de que os estudantes conheçam e desenvolvam suas individualidades no processo de aprendizado. Para isso acontecer, é fundamental que os professores brasileiros passem por cursos de capacitação. Assim, os modelos inovadores serão proveitosos e a massificação não será relacionada à educação.