Novos modelos de educação

Enviada em 26/06/2021

Em 1969, a internet foi criada com o objetivo de conectar redes de processamento envolvendo as tecnologias mais modernas da época, o que contribuiu, posteriormente, para mudanças em grande parte da sociedade, como a comunicação e a educação. No entanto, apesar de fornecer uma maior comodidade e um amplo espaço de pesquisa, os novos modelos de ensino dificultam relações fundamentais para o crescimento do indivíduo. Tal problemática concretiza-se pela falta de socialização concreta, encontrada nas instituições escolares, em consonância com uma redução do aprendizado.

Certamente, o contato com outros indivíduos e com outras culturas é fundamental para a formação intelectual e moral do ser humano. De modo análogo, Émile Durkheim, sociólogo francês, aponta as instituições de ensino como agentes secundários na contrução do caráter individual, pois conta com a interação entre diferenças, o que contribui para um pensamento mais empático e tolerante. Nesse ínterim, retirar o prazer de encontrar novos amigos e de interagir com outras filosofias é prejudicial para os estudantes, principalmente para os que recorrem ao ensino na modalidade “homeschooling”, marcado pela solidão física, dispondo apenas dos meios tecnológicos para interação. Logo, infere-se que o grande acervo disponível no meio virtual não substitui o aprendizado da interação social.

Ademais, grande parte das tecnologias não ofertam um aprendizado de rentabilidade equivalente à modalidade presencial. Nesse sentido, por mais que se tenha a facilidade de acesso, aulas online tendem a ser menos assimiladas pelos alunos, assim como textos digitais são inferiores aos físicos no quesito atenção, o que pode destoar com o objetivo central da educação remota. Consoante a isso, dados do jornal The Guardian abordam uma pesquisa na qual alunos foram submetidos à leituras em livros físicos e em recursos digitais, sendo que, a memorização foi melhor no acervo concreto, sendo um dos motivos a ausência de emissão de luzes, que atrapalham o processamento cerebral. Assim, nota-se que os processos mais antigos podem ser mais efetivos.

Portanto, a tecnologia pode ser uma grande aliada ao aprendizado, mas não deve substituir os métodos clássicoss. Por isso, é mister que o Ministério da Educação implemente melhoras no sistema de ensino brasileiro, com o fomento de projetos educativos que ofertem uma maior interação entre os estudantes, bem como invista em cursos gratuítos para professores e funcionários que envolvam conceitos de uma melhor proficiência na hora da aula, com o fito de alavancar o ensino e de reduzir as buscas por homeschooling. Outrossim, urge às escolas incentivar leituras, com um maior acervo de livros físicos em bibliotecas, com a meta de melhorar o desempenho do aluno.