Novos modelos de educação
Enviada em 20/08/2021
De acordo com a Constituição Federal de 1988, norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro, a educação é um direito fundamental do indivíduo. Contudo, essa não é uma realidade da sociedade brasileira, visto que os índices de evasão escolar são alarmantes e, tendem a seguir nessa constância caso não haja mudança no tradicional formato educacional. Sob tal ótica, os novos modelos de educação merecem amplo debate, haja vista que o método utilizado atualmente é vastamente excludente, além de não acompanhar o ritmo de desenvolvimento tecnológico das nações, restringindo-se a uma mentalidade primitiva e ultrapassada. Dessa forma, urge a tomada de medidas eficazes, a fim de melhorar a o âmbito educacional.
Deve-se destacar, primeiramente, a rigidez quanto as normas e condutas dentro de uma instituição escolar. Segundo o filósofo grego Platão, a educação forçada não permanece na alma. Nessa perspectiva, a maneira unidirecional do aprendizado, ou seja, somente os professores responsáveis pela transmissão do conhecimento, influencia diretamente na indisposição dos jovens em relação a frequência nos colégios, dado que suas vivências e saberes da vida pessoal são completamente negligenciados pelas instituições. Destarte, há primordialidade latente de traçar estratégias para um melhor desenvolvimento da educação no Brasil.
Outrossim, é fulcral ressaltar, a escassez do uso tecnológico nas escolas. Durante a década de 1970, houve a Revolução Técnico-Científico-Informacional, que possibilitou diversas descobertas e evoluções no campo da tecnologia. Nesse contexto, o governo brasileiro deve usufruir desse avanço para melhor investir na educação dos jovens do país e, nessa conjuntura, proporcionar melhor qualidade de vida a população e maior atratividade para os estudantes. Desse modo, será possível observar, a médio e longo prazo, o progresso das instituições escolares no Brasil.
Diante do exposto, é imprescindível a adoção de novas medidas para resolver o impasse. Logo, cabe ao Estado, principal promotor da harmonia, junto ao Ministério da Educação, promover o acesso à tecnologia para todos os jovens estudantes, além de autorizar mudanças nas legislações referentes às escolas, para viabilizar a maior participação do aluno, por meio de verbas públicas e parcerias com empresas tecnológicas, com o intuito de melhorar o cenário educacional no Brasil. Afinal, torna-se insustentável uma sociedade que adota medidas paliativas em vez de prevenir e curar seus males.