Novos modelos de educação
Enviada em 25/08/2021
“Há escolas que são asas e há escolas que são gaiolas”. Essa frase do teólogo e educador, Rubem Alves, demonstra a importância de um ensino adequado e o prejuízo caso este não ocorra de forma efetiva. Com base nisso, torna-se óbvio que o modelo de educação vigente no Brasil é retrógrado e que novos modelos devem ser instituídos.
Nesse sentido, é importante citar que o sistema educacional brasileiro ainda é muito atrasado. Afinal, apesar de grandes avanços tecnológicos e sociais, o método de ensino continua o mesmo, em que o professor é visto como o único detentor de conhecimento, sem estimulação das habilidades de cada aluno e sem o desenvolvimento adequado do senso crítico. Portanto, vale lembrar do que foi dito pelo filósofo e educador Paulo Freire, que enquanto a educação não for libertadora, o sonho do oprimido é se tornar o opressor. Sendo assim, fica evidente que há a necessidade de alteração do ensino atual, por um que valorize a criticidade e a libertação.
Além disso, no filme “mentes perigosas”, a professora ao notar a falta de interesse por parte dos estudantes, começa a ensinar de uma forma diferenciada, ao levar para a sala de aula assuntos que fazem parte do dia a dia dos alunos, como karatê e as músicas de Bob Dylan por exemplo, e a partir disso, os discentes começam a se dedicar mais ao estudo. Dessa forma, torna-se nítido que ao inserir a vivência diária e ao incentivar as aptidões individuais na didática escolar, o desenvolvimento dos aprendentes é potencializado.
Por fim, cabe ao Ministério da Educação , em parceria com as Secretarias Municipais , promoverem uma revolução no sistema de Ensino, desde as escolas primárias até o Ensino Médio, por meio da inserção da tecnologia e da valorização dos saberes individuais, a fim de que as instituições escolares cumpram seu papel ao intensificar o interesse e o desenvolvimento de seus alunos. E, somente assim, as escolas deixarão de ser gaiolas e se tornarão asas para a população brasileira.