Novos modelos de educação
Enviada em 24/09/2021
Na série “Segunda Chamada” a professora de português, Lúcia, ao retornar a lecionar suas aulas depara-se com os desafios existentes para ensinar alunos com diferentes contextos sociais em um ambiente escolar precário marcado por carências. Analogamente a série televisa, o sistema de ensino brasileiro possui deficiências que desafiam professores e alunos durante o precesso de aprendizado. Desse modo, o modelo educacional atual mostra-se falho, devido a infraestrutura parca e um processo de aprendizado mecanizado e passivo que, por conseguinte, ocasiona a alienação e formação deficitiaria dos estudantes.
Em primeiro lugar, evidencia-se que o modelo educacional contemporâneo é pautado na repetição conteúdista repassada aos alunos. De acordo com o filósofo francês, Michel Foucalt, uma escola que apresenta um modelo de ensino mecanizado atua como uma instituição diciplinante, que formula moldes de ensino e formata o processo de aprendizado do aluno. Em virtude da massificação do ensino, estudantes desenvolvem uma formação intelectual aliendada e deficitiária ocasionando, em muitos casos, o analfabetismo funcional, onde o aluno apenas decodifica o processo de leitura e escrita. Portanto, o processo de aprendizado mecanizado não satisfaz as necessidades de aprendizado dos alunos, possibilitando efeitos como a evasão escolar e má formação educacional.
Em segundo lugar, conforme dito pelo pensador e pedagogo Paulo Freire “Quem ensinar aprende ao ensinar, e quem aprende ensina ao aprender”, o intelectual defendia um modelo educacional com a participação ativa dos alunos durante o aprendizado e um ensino baseado na experiência e afeto. A experiência simboliza a troca de informações entre aluno e professor e o afeto representa o ensino contextualizado ao realidade social do aluno, assim, o aluno é inserido no modelo educiacional e desenvolve sua autonomia ao manisfestar-se ativamente em seu processo de ensino. Desse modo, a formação de novos modelos educacionais embasados no contexto social e aprendizado ativo dos estudantes têm o poder de tornar a educação inclusiva e libertadora.
Em suma, nota-se que o modelo educacional atual aprensenta carências e resulta em uma formação deficitiária do aluno. Logo, cabe ao ministério da educação juntamente ao governo federal promover um novo modelo educacional livre de disfunções, por meio de investimentos e melhorias na infraestrutura das escolas públicas e o estímulo a participação ativa dos estudantes no modelo educacional, tornando a educação um ato significativo para a formação futura de cidadãos autodidatas e criativos. Ademais, urge a necessidade de priorizar e valorizar os alunos e professores dentro contexto educacional, assim como proposto por Paulo Freire.