Novos modelos de educação
Enviada em 23/06/2023
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) institui que o ensino à distância (EAD) deve ser gradativamente incorporado ao currículo escolar. Ademais, a pandemia do Coronavírus evidenciou aos estudantes que o EAD é uma possibilidade, mas existem ressalvas: a exclusão digital impede que sejam efetivas as políticas de adoção ao ensino remoto no ensino básico. Assim, torna-se indispensável a ação de agentes públicos a fim de garantir estrutura informacional à população.
Indubitavelmente, é atrativa a ideia de conciliar os estudos com trabalho. Afinal, investir em um plano de carreira significa não parar de estudar. Nessa ótica, o Ministério da Educação, por meio do canal institucional de comunicação do Poder Executivo, informou que, desde o fim da pandemia, a procura por cursos à distância aumentou. Dessa forma, infere-se que um dos pontos positivos dessa modalidade é a capacidade de abarcar o dia a dia de jovens e adultos, os quais não têm muito tempo disponível e necessitam de um ensino flexível.
No entanto, analisando a conjuntura atual do país, nota-se que as premissas advindas da LDB têm entraves substanciais. Nesse sentido, o geógrafo Milton Santos teorizou que as novas tecnologias geram novas possibilidades ao passo que alimentam desigualdades. Afinal, o acesso á informação está alicerçado no poder de compra do indivíduo. Portanto, os mais vulneráveis não conseguiriam acompanhar as demandas do EAD, pois, antes de adquirir um laptop, é necessário suprir gastos essenciais, como alimentação e moradia.
Assim sendo, conclui-se que é justo, inicialmente, investir no acesso às tecnologias para, enfim, possibilitar novas formas de ensino no currículo escolar. Isto é, cabe ao Poder Executivo -instituição incubida da representatividade do povo- fomentar o alcance das ferramentas informacionais a todos os cidadãos. Em suma, deve-se reduzir as taxas alfandegárias e incentivar o comércio de bens digitais ao aumentar o poder de compra do povo. Para isso, a ação conjunta entre Ministério da Economia e os Estados da federação é essencial. Decerto, somente com a equiparação do poder de compra será possivel pensar em novos modelos de educação.