Novos modelos de educação
Enviada em 06/09/2023
O conceito “cidadanias mutiladas”,do geógrafo brasileiro Milton Santos,explícita que a democracia só é efetiva ao atingir a totalidade do corpo social.Nesse viés,é possível notar que a realidade brasileira se distância desse ideal, visto que parte da população sofre com as dificuldades da implantação dos novos modelos de educação nas escolas.A partir dessa perspectiva,a fim de se combater esse quadro,é essencial analisar displicência governamental e seus efeitos ao meio social.
Sob essa ótica, é válido destacar que a lentidão administrativa corrobora a falta de implementação de novos modelos de educação. A esse respeito, o filósofo Thomas Hobbes, na obra “O Contrato Social”, afirma que é dever da máquina pública promover meios que desenvolvam a nação no meio educacional e tecnológico. O governo brasileiro, contudo, se omite de seus papel no contrato ao limitar recursos na digitalização dos meios educacionais e na falta de investimentos em infraestrutura que insiram as novas tecnologias nas metodologias estudantis. Desse modo, é perceptível que a falta de ação governamental precisa ser combatida a fim do desenvolvimento estudantil.
Outrossim, é essencial citar que a falta de inovação no meio educacional perpétua um ciclo mantenedor de exclusão e desigualdade. Nesse sentido, é lícito referenciar o pensamento da alemã Hannah Arentd, o qual afirma que aqueles que estão sob o aparato estatal, em sua falha, estão sujeitos ao chamado “Estado de Excessão” em que são marginalizados. Em paralelo, no Brasil, é possível observar esse cenário na desigualdade de acesso a tecnologia no meio escolar a qual a população mais carente está sujeita e, assim, ficam sem acesso a relações financeiras, informacional e ao mercado de trabalho cada vez mais dependente do manuseio de dispositivos tecnológicos.