O abuso de álcool na sociedade brasileira
Enviada em 07/11/2025
No universo de “How To Get Away With Murder”, a personagem Analise Keating é uma advogada que desconta o estresse do trabalho em bebidas alcoólicas de maneira exacerbada. Fora do mundo das séries, o abuso de álcool é um tema que permanece intrínseco à realidade brasileira. Assim, o enraizamento histórico e o consumo juvenil, configuram desafios desse grave panorama.
Sob essa ótica, é importante considerar a perspectiva histórica da temática, uma vez que nos anos 70 e 80, o uso de álcool era normalizado pelas pessoas que não conheciam os riscos que a substância poderia ocasionar. Paralelo a isso, a situação ainda persiste no cenário brasileiro, já que a taxa de alcoolismo é crescente no país, conforme G1, principalmente em mulheres, como no caso de Annalise Keating. Consequentemente, o uso excessivo de álcool pode levar a problemas de saúde física, como a cirrose hepática que, em casos graves, compromete o fígado, sendo necessário transplante em casos severos.
Além disso, os adolescentes também são vítimas do assunto. Nesse contexto, Paulo Freire - educador - explicava que o sistema educacional brasileiro é falho por passar conteúdos de forma autoritária, ignorando o lado emocional dos educandos. Desse modo, muitos jovens precisam se sentir pertencentes a grupos e, para fortalecer esses laços de amizades, acabam experimentando álcool e outras drogas lícitas e ilícitas. Em virtude disso, os membros dessa faixa etária entram em vícios que perpetuam por toda a vida, podendo ocasionar problemas, como a dependência química, fator que leva à destruição de famílias.
Portanto, medidas estatais são necessárias para a resolução do impasse. O Ministério das Telecomunicações deverá, por meio de verba dos impostos, criar a propaganda “BB-”, que consistirá em contratar profissionais da área da saúde, como hepatologistas e enfermeiros, para informar a população sobre os riscos do alcoolismo e as formas de tratamento, na TV aberta, a fim de romper com a perspectiva histórica. Por fim, o Ministério da Educação deve, por meio de políticas públicas, mudar a grade curricular do ensino médio e fundamental, abrangendo o tema “Perigos Socialmente Aceitos”, com o intuito de criar cidadãos conscientes e críticos. Destarte, a nação poderá ser justa e segura para todos os habitantes.