O abuso de álcool na sociedade brasileira

Enviada em 15/10/2019

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948 pela Organização das Nações Unidas (ONU) garante a todos os cidadãos o direito à vida, ao bem-estar e a alimentação segura. Entretanto, o abuso do consumo de álcool no Brasil, deixa essa realidade de lado, devido ao excesso da ingestão de bebidas alcoólicas e suas consequências tanto para vida social do indivíduo quanto para sua saúde.

Em primeira análise, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas acontece devido a liberação de dopamina, substância que dá sensação de prazer. Partindo desse pressuposto, vale destacar o pensamento do sociólogo polonês Zygmunt Bauman “estamos vivendo em uma modernidade líquida” que evidencia que as relações pessoais no mundo atual estão mais rápidas e isso acarreta na busca momentânea da felicidade por meio do álcool. Dessa maneira, os brasileiros procuram uma forma de diversão por meio do álcool.

Em segunda análise, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mostram que o consumo de bebidas alcoólicas chegou a 8,9 litros por pessoa no Brasil em 2016, superando a média internacional, que era de 6,4 litros. Devido ao consumo exagerado dos brasileiros, doenças causadas pelo excesso de álcool tem aumentado na população. Sendo que o consumo prolongado de bebidas alcoólicas pode afetar praticamente todos os órgãos do organismo de forma mais grave, provocando desde gastrite e pancreatite, até cirrose hepática. Dessa forma, o consumo sem moderação de álcool é bastante prejudicial à saúde.

Portanto, para diminuir o abuso de álcool na sociedade brasileira é necessário que o Ministério da Educação juntamente com o Ministério da Saúde promovam campanhas nas escolas para alertar os adolescentes sobre o consumo excessivo de bebidas alcoólicas precocemente, a fim de que eles adquiram consciência sobre os malefícios do álcool e que no futuro não sejam dependentes da bebida. Ademais, faz-se necessário que o SUS (Sistema Único de Saúde), disponibilize psicólogos, por meio de programas que atendam pessoas suscetíveis ao alcoolismo, como as que tenham passado por experimentações negativas, para que diminua o número de pessoas que recorram a bebida como forma de tratamento. Possibilitando assim, a garantia dos Direitos Humanos de forma efetiva.