O abuso de álcool na sociedade brasileira

Enviada em 10/09/2019

Isaac Newton, por meio da inércia, afirma que tudo que está em movimento tende a permanecer em movimento até que uma força suficiente atue sobre ele, o que faz com que mude seu percurso. O abuso de álcool é um problema que persiste na sociedade brasileira. Com isso, ao invés de funcionar como a força suficiente capaz de mudar o percurso do impasse, da persistência para a extinção, a combinação de fatores midiáticos e familiares acabam por contribuir com a situação atual.

Em primeiro lugar, é importante destacar que, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) o consumo excessivo de bebidas alcoólicas está atribuído a mais de 5% da carga mundial de doenças e lesões, comprometendo o funcionamento do cérebro e afetando diversos outros órgãos e também o uso abusivo de álcool mata 3 milhões de pessoas ao ano. Além disso, causa sequelas emocionais, deficit de memória, retardo no aprendizado e acidentes. Desse modo, relacionamentos pessoais, estudos e trabalho são prejudicados.

Entretanto, a questão está longe de ser resolvida. Segundo a revista VEJA, os jovens estão começam a beber cada vez mais cedo, muitas vezes influenciados pelas próprias famílias, visto como algo natural, já que o álcool sempre esteve presente na cultura brasileira. Como também, a mídia tem seu papel importante no consumo abusivo, com propagandas que incentivam e mostram que é necessário beber para que sejam aceitos socialmente.

Portanto, ao considerar os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de uma tomada de medidas que realizem a mudança do percurso. Assim, seria interessante que propagandas de bebidas alcoólicas fossem proibidas, assim como as do cigarro, visto que também provoca diversos males a saúde. Ademais, para a conscientização da população brasileira a respeito do problema, urge que o Ministério da Educação (MEC) - ramo do Estado responsável pela formação civil - crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias nas ruas e escolas, sobre os perigos da imoderação. Só assim, será possível mudar o caminho da persistência para a extinção.