O abuso de álcool na sociedade brasileira
Enviada em 04/09/2019
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 3 milhões de pessoas morrem a cada ano vitimadas pelo abuso de álcool e drogas. No Brasil esse cenário é bem marcante em virtude da força das indústrias de bebidas aliadas à pressão social pelo consumo, fato que resulta em problemas de saúde pública que afeta diretamente a economia do país.
A priori, a indústria de bebidas alcoólicas, principalmente a de cerveja, é uma das mais lucrativas do mundo e encontrou no Brasil um grande público consumidor. Diariamente as pessoas são bombardeadas por propagandas de diversas marcas de cervejas, usando a figura feminina para atrair compradores. Logo, isso desenvolve um hábito dentro da sociedade em que um indivíduo pressiona o outro a consumir, gerando efeitos nocivos ao organismo humano e à toda a população.
Em segunda análise, o Ministério da Saúde divulgou que em 6 anos o Brasil gastou cerca de 700 milhões em tratamentos relacionados ao abuso de álcool e drogas. Dessa forma, é nítida a percepção de que a bebida gera um problema de saúde pública por conta dos acidentes de trânsito, dos danos psíquicos desenvolvidos nas famílias e do próprio tratamento da dependência. Toda essa mobilização leva o Estado a disponibilizar recursos que poderiam ser usados em outras esferas públicas.
Em síntese, o consumo de bebidas de álcool na sociedade brasileira é um problema que demanda soluções mais práticas. Portanto, cabe ao Governo em parceria com o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária restringir as propagandas das indústrias de bebidas, por meio da aplicação de multas, para evitar o estímulo ao consumo em massa. Além disso, o Governo Federal pode aumentar os impostos sobre esses bens de consumo, a fim de reduzir o poder de compra e, por consequência, a pressão social e reverter, aos poucos, o cenário divulgado pela OMS.