O abuso de álcool na sociedade brasileira

Enviada em 10/10/2019

Distúrbios psicossociais, debilidade física e a potencialização de problemas familiares são apenas alguns dos graves efeitos da drástica realidade brasileira: o consumo excessiva de bebidas alcoólicas. Nesse contexto, ao raciocinar sobre esse fenômeno, observa-se que tal adversidade tem relação direta com a negligência estatal somado ao descaso de setores formadores de valores morais do corpo civil. Diante disso, é crucial um esforço mais significativo no âmbito sociopolítico para mitigar essa problemática e garantir o bem estar físico e psicológico da população.

A princípio, é evidente a omissão governamental no cumprimento de prerrogativas jurídicas inerente ao consumo de álcool. Desse modo, apesar de grandes avanços legais ao combate e prevenção dessa prática, como a elaboração do SUS e das Secretarias de Saúde, nota-se, na prática, o insucesso desse ideal. Prova dessa relação antagônica são os dados da OMS, os quais mostraram um aumento de 20% no consumo de bebidas alcoólicas no país. Destarte, ao descumprir preceitos legislativos e corroborar para a persistência desse dilema, é substancial a reformulação dessa postura política.

Outrossim, a desinformação contribui para a perpetuação dessa atividade. Nesse enfoque, o insuficiente número de debates em campos midiáticos e comportamentais- a exemplo de escolas e da grande mídia- ocasiona a apatia de grande parcela populacional, contribuindo, assim, para a transformação do consumo excessivo de álcool em um problema restrito as vítimas. Sob esse prisma, tal realidade contrária a lógica do filósofo John Rawls, o qual defendia a importância de discussões sociopolíticas em áreas públicas para a materialização de uma sociedade justa e democrática.

Fica claro, portanto, a necessidade de ações mais eficazes para o combate ao abuso de álcool na sociedade brasileira. Logo, a fim de combater esse dilema, o Poder Público, por meio de parcerias público-privadas- a partir da dedução fiscal- deve criar programas de assistência social as vítimas e promover o tratamento dos distúrbios psicossociais. Além disso, compete às instituições formadoras de opinião, o aumento de discussões acerca dessa temática, bem como a presença de agentes de saúde nas escolas e a apresentação em novelas e filmes, mostrando as causas e consequências desse infortúnio, com o intuito de fomentar o pensamento crítico e a resolução desse quadro.